Após operação da PF, BNDES suspende repasses a Praia Grande e Lojas Marisa

Segundo Luciano Coutinho, presidente do banco, medida foi tomada por prudência, enquanto não há maiores informações

SÃO PAULO – O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) suspendeu o repasse de recursos destinados à Marisa (MARI3) e à Prefeitura de Praia Grande, após suspeita da Polícia Federal de desvio de recursos para redes de prostituição.

Em operação batizada de Santa Tereza, a PF realizou escutas telefônicas que revelaram indícios de um esquema para a utilização de dinheiro emprestado pelo banco para o financiar redes de prostituição.

Ligações Políticas

Dez pessoas foram presas, entre elas João Pedro Moura, ex-assessor do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), conhecido como o Paulinho da Força [Sindical], e o advogado Ricardo Tosto, ligado à central sindical e conselheiro do banco público, além de lobbistas e consultores.

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O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou que a suspensão dos repasses deveu-se à prudência, enquanto não há maiores informações sobre o caso. O prefeito de Praia Grande lamentou a decisão, ao passo que a Marisa somente informou que a empresa Tnolplan – acusada de envolvimento no esquema – presta serviços de assessoria.

Expansão

Informações veiculadas pelo jornal Folha de São Paulo nesta quarta-feira (30) dão conta de que acusados de envolvimento no caso planejavam expandir sua área de atuação para outras 27 prefeituras, o Ministério das Cidades e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).