Após incêndio na COP30, ONU derruba perímetro restrito e passa controle ao Brasil

A área destinada às negociações durante a COP30 fica sob comando da ONU, incluindo a parte de segurança. Após o incêndio e a ordem de esvaziamento do local pelo Corpo de Bombeiros, as Nações Unidas passaram o controle para o Brasil

Estadão Conteúdo

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Bombeiros e socorristas trabalham após um alerta de incêndio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, Brasil, 20 de novembro de 2025. REUTERS/Anderson Coelho
Bombeiros e socorristas trabalham após um alerta de incêndio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, Brasil, 20 de novembro de 2025. REUTERS/Anderson Coelho

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Após um incêndio atingir o pavilhão dos países na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), a Organização das Nações Unidas (ONU) passou o controle da área restrita onde ocorrem as negociações para o Brasil e afirmou que o local não é mais considerado “uma Zona Azul”.

A área destinada às negociações durante a COP30 fica sob comando da ONU, incluindo a parte de segurança. Após o incêndio e a ordem de esvaziamento do local pelo Corpo de Bombeiros, as Nações Unidas passaram o controle para o Brasil.

Segundo comunicado da UNFCCC, braço de clima da ONU, os bombeiros farão uma perícia no local e uma atualização do cenário será feita às 16h.

Oportunidade com segurança!

O incêndio que atingiu o pavilhão dos países começou no início da tarde desta quinta-feira, 20, e não deixou feridos. Segundo relatos de pessoas que passavam pelo local no momento do fogo, houve correria e algumas pessoas chegaram a pular portões para sair da Zona Azul.

ONU já havia criticado infraestrutura

Na semana passada, a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou uma carta ao governo brasileiro com duras críticas à segurança e infraestrutura da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30). A reclamação foi encaminhada após uma tentativa de invasão da área azul, onde ocorrem as negociações climáticas, por manifestantes de um movimento indígena.

Em uma carta de três páginas, o secretário da UNFCCC (braço de clima da ONU), Simon Stiell, também cita problemas como a falta de ar-condicionado e vazamentos de água em alguns locais da Zona Azul, área onde ocorrem as negociações.

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“Durante episódios recentes de chuva forte, várias áreas do local sofreram inundação significativa. A água penetrou pelo teto e luminárias, criando não apenas interrupção, mas também potenciais riscos de segurança devido à exposição elétrica”, apontou a carta