Dilma pelo mundo

Após impeachment, Dilma pretende passar oito meses fora do Brasil, diz colunista

Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a primeira ideia, se o afastamento definitivo da presidência for confirmado, é passar esse período entre países da América do Sul, como Chile e Uruguai

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SÃO PAULO – De acordo com a colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a presidente Dilma Rousseff pretende passar cerca de oito meses fora do Brasil depois que o processo de impeachment for votado, o que deve ocorrer no final deste mês. 

Segundo a colunista, a primeira ideia, se o afastamento definitivo da presidência for confirmado, é passar esse período entre países da América do Sul, como Chile e Uruguai. Ela considera não só a identidade com esses lugares, mas também pela proximidade do Brasil. Isso porque Dilma não pretende se afastar dos dois netos por muito tempo. Nessa rota, poderia voltar a Porto Alegre, onde eles vivem e ela terá casa, com mais frequência. 

De acordo com a colunista, Dilma não descarta também fazer uma viagem pelo interior de países europeus.

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Na madrugada desta quarta-feira, por 59 votos a 21 o plenário do Senado aprovou  o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que julga procedente a denúncia contra Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. Dilma agora vai a julgamento final pelo plenário do Senado.

O resultado da votação foi bastante próximo do esperado pelo governo do presidente interino Michel Temer. Integrantes do governo avaliavam que o governo teria cerca de 60 votos favoráveis pela admissão da pronúncia. Após a aprovação do texto, os senadores votaram três destaques propostos pelos senadores da oposição. O primeiro queria a retirada da denúncia da imputação de crime de responsabilidade por repasses não realizados ou realizados com atrasos pelo Tesouro Nacional ao Banco do Brasil, relativos à equalização de taxas de juros referentes ao Plano Safra, no exercício de 2015. O texto de Anastasia foi mantido por 58 votos a 22.

Os outros dois destaques estavam relacionados a decretos de créditos suplementares sem autorização do Congresso Nacional; o primeiro no valor de R$ 29,9 bilhões e o segundo de R$ 600 milhões. Os dois destaques foram rejeitados. O primeiro também por 58 a 22 e o segundo por 59 a 21.

(Com Agência Brasil)