Após encontro, presidentes do Brasil e do México querem ampliar relação comercial

Calderón destaca, no entanto, o impacto da crise na economia mexicana; autoridades são favoráveis à retorno de Zelaya

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SÃO PAULO – Após reunião com o presidente do México, Felipe Calderón, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que ambos os países possuem potencial para que sejam estreitadas as relações comerciais entre si.

“As pautas de exportação são pouco elaboradas, os acordos de preferência comercial são restritos e acanhados. Por isso, estamos empenhados em ampliar o acordo comercial entre Brasil e México”, declarou Lula.

Partilhando da mesma ideia, Calderón disse acreditar na intensificação comercial entre as duas nações, porém, sobre a criação de uma possível área de livre comércio entre Brasil e México, o presidente mexicano afirmou que os dois países se beneficiariam da ampliação do mercado, mas que ainda há setores sensíveis e resistências a esse tipo de acordo.

Crise financeira

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Mesmo com o otimismo frente à relação Brasil e México, Calderón declarou que ainda existem barreiras a serem vencidas, como a crise financeira. “Há muitas resistências a vencer e creio que muitas delas são ideológicas, outras derivam do muito que falta aos mexicanos conhecer o Brasil e seu potencial”, disse.

O presidente mexicano afirmou que um dos fatores para o forte impacto negativo sentido pela economia mexicana frente à crise foi a dependência fundamental da economia norte-americana. Porém, ainda segundo Calderón, o crescimento acelerado necessário para superar a crise financeira global virá das economias em desenvolvimento.

O líder mexicano completou dizendo que o México pretende ampliar o leque de parceiros econômicos, a fim de evitar a dependência de uma só região. Entre outros assuntos discutidos sobre a América Latina, Lula e Calderón também reafirmaram a importância da manutenção da democracia na região e defenderam o retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao poder.

“A América Latina tem um desafio inadiável, o de contribuir para que a democracia em Honduras seja restaurada. Com esse propósito, México e Brasil tomaram posição firme a favor do retorno imediato e incondicional do presidente Zelaya a Tegucigalpa”, concluiu Lula.