Após deixar Flávio confortável no 1º turno, campanha de Lula agora quer confronto

Petista evitou debates na primeira fase, mas terminou atrás nas urnas e agora aposta em embates diretos

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A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou no segundo turno com uma estratégia diferente da adotada até domingo. Depois de evitar debates no primeiro turno, o presidente passou a defender confrontos diretos com Flávio Bolsonaro (PL).

A mudança ocorre após Lula terminar atrás nas urnas. Flávio teve 47% dos votos válidos, contra 45% do petista, diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. Durante boa parte da campanha, pesquisas mostravam Lula numericamente à frente.

No primeiro turno, o entorno do presidente avaliava que debates com vários candidatos poderiam transformá-lo no principal alvo. Na reta final, Lula decidiu não ir ao encontro da Globo, enquanto Flávio também acabou fora do debate, posteriormente cancelado pela emissora. Com apenas dois candidatos, esse cálculo mudou.

Na segunda-feira (5), Lula afirmou que pretende participar dos debates do segundo turno. O presidente do PT, Edinho Silva, também disse que o petista deve comparecer ao maior número possível de encontros.

A campanha vê os debates como oportunidade para aumentar a exposição de Flávio, comparar trajetórias e buscar eleitores que votaram em candidatos eliminados no primeiro turno.

A avaliação interna é que Flávio chegou às urnas com exposição relativamente controlada e sem enfrentar uma sequência de confrontos diretos com Lula.

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O resultado também levou o PT a discutir mudanças mais amplas na campanha, incluindo ajustes na comunicação, maior presença nas ruas e reforço da mobilização de eleitores que não votaram no primeiro turno.

Flávio também sinaliza disposição

Do lado do PL, Rogério Marinho, coordenador político da campanha, afirmou que Flávio quer debater com Lula e que a equipe analisa convites de emissoras.

Há, porém, uma discussão interna sobre o grau de exposição. Parte dos aliados avalia que, por ter terminado o primeiro turno à frente, Flávio deve evitar riscos desnecessários. Outro grupo defende que os debates podem ajudar o candidato a alcançar eleitores fora da base bolsonarista.

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Enquanto Lula precisa recuperar uma desvantagem de 1,87 ponto percentual, Flávio tenta preservar e ampliar a liderança.

Depois de um primeiro turno praticamente sem confronto entre os dois principais candidatos, os debates passam a ocupar posição central na campanha até 25 de outubro.

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Marina Verenicz
Política | Brasil | Mundo