Publicidade
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou o projeto de lei que concede reajuste “fura-teto” e um dia de folga a cada três trabalhados aos servidores do Congresso Nacional. Pré-candidato à Presidência, Zema se manifestou por meio de um vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira, 5.
O projeto cria a Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), que pode chegar a 100% do salário do cargo efetivo ocupado pelo servidor. O benefício também prevê um dia de licença para cada três dias de trabalho. Com isso, a remuneração de altos funcionários da Câmara pode alcançar cerca de R$ 77 mil.

STF valida aumento de pena por crimes contra a honra contra agentes públicos
Crimes contra a honra são injúria, calúnia e difamação; maioria seguiu voto de Flávio Dino

PSD de Kassab atrai deputados do PSDB e do Cidadania e amplia base de Tarcísio
Com a incorporação dos novos quadros, a base do governador, que já é majoritária, tende a se consolidar ainda mais na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp)
“O Congresso decidiu trabalhar menos e ganhar o dobro. Parece piada de mau gosto, mas é o Brasil de Lula”, afirmou Zema no vídeo.
Oportunidade com segurança!
Como mostrou o Estadão, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentaram se eximir de responsabilidade sobre a concessão do benefício. A assessoria da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disseram que não houve qualquer tipo de acordo ou consulta por parte dos parlamentares sobre o texto.
Durante as votações, as lideranças governistas também não manifestaram objeção. Apenas o Partido Novo, de Zema, orientou voto contrário à proposta.
Zema aumentou o próprio salário em 300%
Apesar das críticas ao projeto, Zema sancionou em 2023 uma lei que elevou em 300% o próprio salário, o do vice-governador e o dos secretários estaduais.
Continua depois da publicidade
A norma, promulgada em maio daquele ano, instituiu um regime de reajuste progressivo para esses cargos. À época, o governo de Minas justificou que os valores pagos até então eram incompatíveis com a responsabilidade e a experiência exigidas para as funções.