Política

Após 3 denúncias em 1 semana, Jucá provoca Janot e diz que procurador deve ter “fetiche” com seu bigode

"Eu diria que pelo menos é uma fixação. Ele até deu declaração sobre meu bigode. Não sei se é um fetiche ou alguma coisa. Não entendo esse comportamento dele", disse o senador

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SÃO PAULO – Após ser denunciado pela terceira vez em uma semana, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou, nesta terça-feira (29), que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tem uma “fixação” nele e que talvez ele tenha um “fetiche” com seu bigode. O parlamentar, denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, ironizou um trecho da denúncia apresentada na véspera em que Janot diz: “a palavra de um homem está no fio do bigode”.

“Eu diria que pelo menos é uma fixação. Ele até deu declaração sobre meu bigode. Não sei se é um fetiche ou alguma coisa. Não entendo esse comportamento dele”, disse o senador. “Não dá para querer se transformar em justiceiro, passar por cima da Justiça e tentar fazer uma ação deliberada contra a política brasileira. Mas respeito a posição dele, não vou ficar batendo boca”, complementou. Na avaliação de Jucá, o procurador começou bem exercendo suas funções, mas que agora, próximo do fim do mandato, tem tido uma despedida “melancólica”. Janot deixa o comando da PGR em 17 de setembro.

Segundo a denúncia, Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, associou uma doação de R$ 150 mil destinada à campanha eleitoral de Rodrigo Jucá — filho do senador — a um trabalho realizado supostamente em benefício da empresa nas medidas provisórias 651/2014 e 656/2014.

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