Reunião ministerial

Apoio a Levy, rompendo o silêncio: o que esperar de Dilma na reunião com os ministros?

A expectativa é que a presidente faça declarações após a reunião, quebrando o silêncio desde a posse no dia 1; racionamento de energia, ajuste fiscal e programas sociais estão na pauta

SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff realiza nesta terça-feira (27), às 16h (horário de Brasília) a primeira reunião ministerial do segundo mandato que reunirá toda a sua nova equipe.

E a expectativa é que a presidente faça declarações após a reunião. Desde a posse, no dia 1º deste mês, Dilma não apareceu em eventos públicos no Brasil. 

E quais os assuntos que estarão em voga nesta reunião? Conforme destaca a LCA Consultores, a presidente aproveitará a primeira reunião ministerial do ano para explicar a necessidade do ajuste fiscal e do corte de gastos, apoiando o ministro da Fazenda Levy, sem abandonar a política social.

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A mensagem é que este ano será difícil, por causa do cenário mundial de incertezas na economia, mas o próximo ano poderá ser positivo. O ministro da Fazenda fará uma apresentação sobre as novas medidas econômicas e a titular do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, falará sobre os resultados do programa Brasil Sem Miséria”, destaca a LCA. 

“Dilma destacará que os direitos dos trabalhadores serão respeitados, apesar do endurecimento das regras para concessão de seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio doença. A esse propósito, hoje a Folha de São Paulo destaca que o governo poderá ceder nessas mudanças para garantir sua aprovação no Congresso Nacional. Ao nosso ver, tais mudanças têm boas chances de ocorrer”, afirma a consultoria.

Além do ajuste fiscal, outro tema é o setor elétrico e o aumento da probabilidade de racionamento de energia.

Rompendo o silêncio?
Na expectativa por novas declarações, o mercado espera que Dilma rompa o silêncio desde a posse, no dia 1 de janeiro. Os recentes anúncios do governo foram feitos por ministros, como parte do ajuste fiscal e novas regras para benefícios previdenciários.

Já as manifestações de Dilma este ano foram por meio de notas distribuídas pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, como a mensagem de solidariedade após o atentando contra o semanário francês Charlie Hebdo e a tentativa de salvar da pena de morte o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, preso na Indonésia, além de notas de pesar. 

(Com Agência Brasil)