Sem crise

Apesar de risco político com Berlusconi, Citi mantém projeção para Europa

Eleições parlamentares tiveram saldo negativo, afetando a estabilidade da região; contudo, mercado de ações na Europa deve seguir com desempenho positivo

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SÃO PAULO – Com a possível volta do Silvio Berlusconi para o cargo de primeiro-ministro da Itália, as tensões políticas aumentam, ainda mais levando em consideração o discurso contrário ao euro que ele leva consigo. Entretanto, de acordo com o Citibank, as perspectivas para a economia se mantêm.

De acordo com a analista política do Citi, Tina Fordham, o saldo para as eleições parlamentares foi negativo, afetando a estabilidade da região. As expectativas são ainda de que a incerteza persista, levando a um impacto provavelmente negativo sobre as decisões de investimento financeiros na Europa. Nesta manhã Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático (o mais votado nas eleições, mas sem maioria no Parlamento), afastou a possibilidade de uma coalizão com Silvio Berlusconi, o segundo mais votado, mas pode encontrar dificuldades em conseguir apoio político.

Desta forma, os analistas do Citi, Adrian Cattley, Anna Esposito, Jonathan Stubbs e Ayush Tambi destacam duas das principais preocupações que o mercado de ações europeu enfrenta com o risco Berlusconi. Em primeiro lugar, está o aumento da pressão no mercado de títulos, uma vez que põe em xeque a sustentabilidade dos programas de reforma.

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Em segundo lugar, está o possível questionamento de que, com o resultado das eleições, há uma maior chance de ativação da OMT (Transações Monetárias Diretas) – programa de compra de títulos na União Europeia que ajudou a melhorar as condições dos países pertencentes ao bloco. 

No entanto, este risco não mudou a visão de médio prazo de melhoria no mercado de ações, impulsionada pela melhoria das condições econômicas nos EUA e nos mercados emergentes. 

Neste sentido, os analistas seguem preferindo os GUNS (Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suíça) em relação a países da periferia europeia.