Apesar de instabilidades, Citi segue otimista e prevê rali nos mercados de ações

Mesmo com crises políticas e alta do petróleo, analistas veem disposição do mercado em manter recuperação

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SÃO PAULO – Apesar da crise política no norte da África motivar a saída de alguns investidores de mercados emergentes, a tendência é contida por temores de que a alta do petróleo possa causar danos às economias desenvolidas, as quais encontram-se em meio à consolidação da recuperação, avaliam analistas do Citigroup.

“Preços mais altos de energia são uma clara ameaça à economia global e aos emergentes. Entretanto, o mais provável é que esta fase passe, o preço do petróleo seja contido e haja um rali nos mercados. Nós continuamos otimistas para os emergentes em 2011”, afirmam Geoffrey Dennis e Jason Press.

EUA ainda são porto seguro?
Até o momento, não foram observadas características clássicas significativas da fuga de capitais em direção a menores riscos – conhecidas como o voo em direção à qualidade. Sinal disso é a desvalorização que o dólar acumula desde do o ínicio das instabilidades iniciadas na Tunísia, que também atingiram Egito e Líbia. “Isto é um sinal positivo para os mercados emergentes no médio prazo”, disseram Dennis e Press.

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Outro movimento notado tem sido a capacidade de rápida recuperação, após sessões com movimentos de queda críticos. No dia em que o agora ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, afirmou que permaneceria no poder, o índice S&P 500 recuou 1,8%, mas já na semana seguinte houve recuperação de 2,7%.

Disposição para investir
Isso leva a crer que ou os investidores estão encarando os fatos políticos na região como não tão graves, ou que há um desejo contido dos mercados para comprar ativos no momento, levando em conta o crescimento global, menores taxas de juros e valuations atrativos – esta última hipótese, segundo a dupla do Citi, seria a mais plausível.