Apesar de dispustas políticas, Barclays reitera que Grécia permanece na Zona do Euro

Com fracasso de dois partidos na tentativa de formar coalizão, segundo turno das eleições em junho parece inevitável

SÃO PAULO – Apesar do cenário político incerto na Grécia, a equipe de análise do Barclays não alterou a avaliação de que o país continuará na Zona do Euro. “Nós interpretamos as eleições do fim de semana como um protesto às medidas de austeridade, não contra a moeda única”, escreve Sara Yates, membro da equipe de research do banco, em relatório.

Nenhum partido obteve a maioria absoluta nas eleições presidenciais de domingo, e até agora as duas legendas que receberam o maior número de votos, o Nova Democracria e o Syriza, não conseguiram formar um governo de coalizão. A missão agora passou para o Pasok, que foi o terceiro colocado nas votações.

“Dado que a Nova Democracia e o Syriza não conseguiram formar um governo de coligação, é altamente improvavél que o Pasok tenha sucesso. Por isso, um segundo turno das eleições parece cada vez mais provável”, diz Sara.

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Segundo turno
Assumindo que um segundo turno aconteça em junho, os economistas do Barclays acreditam que o Nova Democracia e o Pasok tentarão transformar o evento numa eleição sobre a permanência da Grécia à Zona Euro.

Considerando que a maioria dos gregos querem permanecer no bloco, o governo recém-eleito deve ter a mesma opinião, segundo o banco britânico. Ainda que tal cenário não se revele verdadeiro, os analistas consideram que a decisão de tirar o país da Zona do Euro seria um “suicídio político”. Por isso, seja qual for a composição do novo governo, o apoio ao programa de resgate será mantido.

“Portanto, enquanto reconhecemos que o risco de um desfecho desordenado tenha aumentado, continuamos esperando que a Grécia permaneça adotando a moeda única”, finaliza Sara.