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Antecipar as eleições presidenciais seria desastroso para o Brasil, diz João Doria

Após palestra da Expert 2017, o prefeito de São Paulo ainda comentou sobre o possível surgimento de um "Macron brasileiro"

SÃO PAULO –  O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP) apontou que não há uma defesa intransigente e infinita do PSDB ao governo de Michel Temer e que o apoio da legenda é em defesa do Brasil.

“É a defesa do Brasil, dentro da governabilidade. As reformas podem seguir sem os ministros. Mas a governabilidade sem os ministros e sem o PSDB deixa de existir. O PSDB é um partido que dá solidez e dá sustentação ao governo”, afirmou ele neste sábado em palestra na Expert 2017, evento realizado pela XP Investimentos. 

Doria afirmou ser preciso manter a estabilidade do País, especialmente em um momento em que a economia começa a melhorar; o prefeito também teceu elogios a integrantes da equipe econômica, apontando que eles estão atuando no rumo certo. Porém, se houver um novo fato, grave, o PSDB fará a reavaliação do apoio, afirmou.

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O prefeito paulistano destacou ser preciso serenidade e equilíbrio neste momento, apontando que antecipar as eleições presidenciais seria “desastroso, ao iniciar um debate enfraquecendo a governabilidade do Brasil e colocando em risco não só as reformas, como a melhora da economia, apontou.  

Eleição de Macron

Perguntado sobre a possibilidade do surgimento de um Emmanuel Macron [que ganhou as eleições presidenciais da França com o seu recém-criado partido En Marche!] no Brasil, Doria disse que Macron é um fenômeno e que vai reverberar mundialmente.

“Não foi só a vitória presidencial, foi a vitória legislativa massacrante, não há na história do governo francês no legislativo uma vitória tão grande como essa”, afirmou o prefeito. Segundo Doria, a referência mundial que Macron passou a ser é positiva “porque traz o gerenciamento, a gestão moderna e equilibrada, que fará da França um país melhor”. 

Doria apontou que a vitória de Macron pode gerar uma onda em diversos países, também podendo influenciar o Brasil, mas não de “maneira definitiva ou decisiva”.  “Hoje as pessoas estão muito conectadas, o que gera um fator de influência grande”, ressaltou.