Barômetro do Poder

Analistas reduzem expectativas para aprovação da reforma da Previdência

Texto profundo e amplo apresentado por Bolsonaro ao Congresso não foi suficiente para evitar moderação no otimismo dos especialistas

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SÃO PAULO – Apesar de o governo ter apresentado uma proposta considerada ampla e profunda pelo mercado e indicar disposição em tratá-la como prioridade neste início de gestão, analistas políticos reduziram suas apostas para a aprovação de uma reforma previdenciária pelo Congresso Nacional até o fim do mandato do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

É o que mostra a segunda rodada do Barômetro do Poder, iniciativa do InfoMoney que compila mensalmente as avaliações e projeções de algumas das vozes mais respeitadas pelos agentes econômicos sobre temas relacionados à política nacional. Conforme combinado com os colaboradores, os resultados são divulgados apenas de forma agregada, sendo mantido o anonimato das respostas.

O levantamento, feito entre os dias 18 e 20 de fevereiro, contou com a participação de 8 casas de análise (CAC Consultoria, Control Risks, Eurasia Group, MCM Consultores, Medley Global Advisors, Prospectiva Consultoria, Tendências Consultoria Integrada e XP Política) e 2 analistas independentes (Antonio Lavareda, presidente do conselho científico do Ipespe; e Carlos Melo, professor do Insper).

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De acordo com o Barômetro de fevereiro, a média das projeções dos 10 especialistas consultados indica probabilidade de 67% de aprovação de uma reforma previdenciária pelo governo até o fim do mandato, enquanto a mediana das respostas é de 75%. O gráfico abaixo apresenta os detalhes:

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O tom ainda é otimista, mas mais cauteloso que o observado no levantamento de janeiro, quando a média das projeções dos 6 analistas consultados ficou em 83%, enquanto a mediana, 85%. Os detalhes do levantamento, feito entre os dias 14 e 16 de janeiro, estão no gráfico a seguir:

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Considerando apenas os analistas que participaram das duas edições do Barômetro do Poder, a média caiu de 83% para 71% no período, ao passo que a mediana sofreu recuo mais moderado, de 85% para 80%. Eis o comparativo das projeções no gráfico:

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