Recado do ministro

Aloysio Nunes defende Temer e questiona: “vale a pena jogar o País em um vulcão?”

Não existem dúvidas de que a acusação formulada por Rodrigo Janot é absolutamente vazia

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SÃO PAULO – Em vídeo gravado na tarde desta quinta-feira (6), às véspera de embarcar com Michel Temer para o encontro do G-20, o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB-SP), gravou vídeo criticando a denúncia de corrupção apresentada por Rodrigo Janot e orientou os deputados da base para que “meditem” antes de decidir votar contra o presidente: “os deputados da base precisam pensar muito. Vale a pena, com base em uma denúncia frágil, jogar o País em um vulcão?”.

Para o ministro, não existem dúvidas de que a acusação formulada pelo procurador-geral da República é absolutamente vazia, sem qualquer conteúdo de prova, uma vez que não existem indícios de que Temer teria solicitado ou recebido qualquer vantagem indevida: “não se trata de votar contra Temer ou a favor de Temer. Trata-se de avaliar com isenção, do ponto de vista jurídico, constitucional, uma acusação absolutamente falha”, avalia o tucano.

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Caso o presidente seja cassado pela denúncia apresentada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, seu afastamento colocará o Brasil em uma instabilidade ainda maior, “com consequência trágicas para o agravamento da crise econômica”. Segundo o ministro, o Brasil está saindo da crise através da retomada do emprego e dos investimentos, com juros e inflação em queda.

“A quem interessa o tumulto?”

Sobre toda essa crise política, o ministro faz a pergunta: “a quem interessa o tumulto? A quem interessa a volta da instabilidade? A aposição seguramente”. Segundo ele, esse “tumulto” deve-se ao compromisso de Temer com o andamento da agenda de reformas, o que acabou irritando sindicatos e corporações opositoras do governo.

Por fim, o ministro destaca que a corrupção tem que ser combatida, “mas nunca, nunca mesmo, em desacordo com a lei, com a Constituição e nunca vulnerando os direitos e as liberdades individuais”, finaliza Aloysio Nunes.