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Alívio no Imposto de Renda vai injetar R$ 26,2 bilhões na economia

Estudo do Dieese mostra impacto em cada categoria profissional, confira

Agência O Globo

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de sanção do Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que amplia a faixa de isenção e institui a tributação mínima do IR (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de sanção do Projeto de Lei nº 1.087, de 2025, que amplia a faixa de isenção e institui a tributação mínima do IR (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O impacto na economia isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e do alívio para os trabalhadores com renda de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 foi avaliado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos (Dieese). Segundo o órgão, o alívio no IR dos trabalhadores do setor formal vai injetar R$ 20,9 bilhões na economia.

Além disso, haverá maior renda disponível em R$ 5,3 bilhões para os servidores públicos. No total, as medidas vão significar um impacto de R$ 26,2 bilhões este ano.

A medida fará com que 91% dos trabalhadores do comércio (vendedores de lojas, caixas, estoquistas e outros) deixem de pagar Imposto de Renda. Na indústria têxtil, os contracheques ficarão isentos para 98% dos trabalhadores.

Confira, abaixo, as categorias profissionais que sentirão mais os efeitos (em % dos trabalhadores beneficiados):

Vestuário

Comércio

Têxtil

Papeleiros

Químicos

Extrativa

Farmacêuticos

Urbanitários

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2024, a medida beneficia diretamente cerca de 15,6 milhões de pessoas no mercado formal de trabalho, das quais aproximadamente dez milhões ficarão totalmente isentas do Imposto de Renda e outras cinco milhões terão redução do valor pago.

Devido à maior participação masculina no mercado de trabalho formal, projeta-se que 8,9 milhões de homens sejam alcançados diretamente pelos efeitos da mudança tributária, enquanto a quantidade de mulheres é estimada em 6,2 milhões. Os cálculos utilizam microdados da Rais, ano-base 2024, considerando vínculos formais da iniciativa privada e do setor público (celetistas e estatutários).

Entre os 15,6 milhões de beneficiados, 12,8 milhões são trabalhadores do setor privado (empregados com carteira assinada) e 2,8 milhões são estatutários.