"guerra fria"

Aliados do PSDB ameaçam retirar apoio caso não optem por Doria em 2018, revela jornal

Geraldo Alckmin seria um "candidato fraco" para a disputa, que deve ser marcada pela rejeição à política tradicional

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SÃO PAULO – Em meio à “guerra fria” entre João Doria e Geraldo Alckmin para representar o PSDB nas próximas eleições presidenciais, os principais aliados do partido ameaçam retirar o apoio caso os tucanos optem pelo governador de São Paulo para a disputa de 2018.

De acordo com o jornal a Folha de S. Paulo, a iniciativa, comandada por PMDB e DEM, tem como objetivo aumentar a pressão dentro do PSDB para que o prefeito de São Paulo seja escolhido para a corrida eleitoral do ano que vem. Na visão deles, Alckmin é um “candidato fraco” para a disputa, que deve ser marcada pela rejeição à política tradicional, sendo Dória o único com chance de vitória nesse cenário.

Segundo informa o jornal, os caciques tucanos receberam com ceticismo a possibilidade de rompimento, mas não descartam tal possibilidade, tanto que alguns líderes já trabalham internamente para que Doria seja o eleito da sigla para 2018.

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Jantar para aparar as arestas

Em meio ao embate entre “criador e criatura”, Alckmin será recebido por Rodrigo Maia nesta terça-feira para um jantar na casa do presidente da Câmara, segundo a colunista da Folha, Mônica Bergamo. Além da bancada do PSDB, Maia convidou líderes da base do governo.

No dia 21 de setembro, será a vez do prefeito de São Paulo oferecer, em sua casa, um jantar para a cúpula do DEM a fim de homenagear Rodrigo Maia, revela Bergamo. Na lista de convidados, estão o ministro da Educação, Mendonça Filho, e o presidente do DEM, Agripino Maia.