Segundo jornal

Aliados de Temer pressionarão para que delação de executivo da Odebrecht seja anulada

Conta o jornal O Estado de S. Paulo que o vazamento deixou "indignado" o presidente Michel Temer, que convocou uma reunião de emergência no Palácio do Jaburu, no domingo, com as principais figuras do governo

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SÃO PAULO – Enquanto a delação do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho colocou o governo Michel Temer no centro de uma nova crise, aliados do peemedebista vão reforçar nesta semana críticas ao vazamento das informações. A estratégia, como conta o jornal O Estado de S. Paulo, seria questionar a legalidade da divulgação, o que poderia levar a um desfecho similar ao ocorrido com a delação do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, suspensa pela PGR (Procuradoria-Geral da República). As expectativas são de que um dos nomes que encabece a posição seja o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Congresso e um dos mais afetados pela recente delação.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou no último sábado uma investigação sobre o vazamento do anexo da delação premiada do ex-executivo da empreiteira. Conta o jornal que o vazamento deixou “indignado” o presidente Michel Temer, que convocou uma reunião de emergência no Palácio do Jaburu, no domingo, com as principais figuras do governo. O objetivo é reagir à crise intensificando a agenda do Legislativo, mostrando trabalho para responder ao complexo momento econômico pelo qual o país vive.

Nesta semana, o Senado deve votar em segundo turno a PEC 55 — que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos –, enquanto na Câmara dos Deputados, a Reforma da Previdência deverá ter concluída sua primeira passagem pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania), que avalia a constitucionalidade do texto. O relator, Alceu Moreira (PMDB-RS), já apresentou parecer favorável.

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