Em busca de saída

Aliados articulam “parlamentarismo branco” para manter Temer; Meirelles seria como primeiro-ministro, diz jornal

Essa seria uma saída para preservar as reformas e manter o presidente no Palácio do Planalto

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SÃO PAULO – Independentemente da decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, as lideranças dos principais partidos aliados do governo já articulam uma saída para preservar as reformas e manter o presidente no Palácio do Planalto, como uma espécie de rainha da Inglaterra, informa o jornal Valor Econômico, em uma espécie de “parlamentarismo branco”.

Segundo o jornal, o ministro Henrique Meirelles exerceria as funções de um primeiro-ministro, enquanto os principais partidos da base cuidariam do Congresso. De acordo com a publicação, citando líderes e dirigentes partidários, o roteiro traçado prevê que TSE mandará arquivar ou vai protelar a decisão sobre a cassação da chapa Dilma-Temer. Desta forma, a verdadeira batalha vai ocorrer no plenário da Câmara, onde será votada a autorização para Temer ser ou não julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), diz o jornal.

Isso porque o procurador-geral Rodrigo Janot deve apresentar a denúncia contra o presidente ao STF em cerca de mais 15 dias. O Supremo, por sua vez, solicitará à Câmara autorização para processar o presidente, que estará então na mesma situação que Dilma Rousseff em 2016, quando da abertura do processo de impeachment na Câmara: precisará de apenas 171 votos – ou um terço dos 513 deputados – para evitar o processo. Salvo fatos novos, a expectativa dos líderes é que Temer consiga mais que isto.

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Voltando ao TSE, os jornais de hoje apontam que tanto o PMDB quanto o PT apostam em um placar entre 5X2 e 4X3 favorável à absolvição da chapa no TSE.