Alemanha quer medidas radicais para impor disciplina fiscal à União Europeia

Acordo inclui sanções para os países muito endividados e é uma tentativa de trazer estabilidade para o euro

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SÃO PAULO – A Alemanha insiste que a Europa e seus parceiros proponham mudanças para um novo tratado para a União Europeia ou aceitem um acordo para uma nova Zona do Euro que traga estabilidade para a moeda e restaure a confiança dos investidores. O país mais forte do bloco é favorável à medidas radicais para impor a disciplina fiscal, incluindo sanções para os países com dívida em excesso.

Para o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, o mercado não percebe a gravidade da situação. Ele alertou que o “mau compromisso” e os “pequenos truques” não atendem às expectativas do público ou do mercado financeiro. O líder insiste que todos os 27 membros da União Europeia devem ser envolvidos em um novo tratado, e não apenas os 17 membros da Zona do Euro. “Nós não vamos salvar o euro se isto é para dividir a Europa”, disse.

Proposta não é bem recebida no Reino Unido e Irlanda
Por sua vez, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy enviaram uma carta conjunta ao presidente do Conselho Europeu, pedindo medidas radicais de disciplina fiscal, incluindo sanções para os países com déficit ou excesso de endividamento.

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No entanto, a possibilidade de um tratado não foi bem recebida no Reino Unido e na Irlanda, podendo até ser submetida a um referendo nacional. A tentativa de introduzir novos tratados já foram votadas pelos franceses, holandeses e irlandeses. 

Em Berlim, um funcionário do governo disse que Merkel também busca um tratado que englobe os 27 países, embora as medidas afetem somente os 17 países membros da Zona do Euro. Para ela o tratado seria a segunda melhor solução que poderia dividir União Europeia. Já Sarkozy ressalta que é preciso se preparar para um acordo apenas para os 17 membros.