Eleições

Alckmin recebeu 70% de suas doações de empresas investigadas por cartel no metrô

Dos R$ 5,7 milhões arrecadados pelo governador de São Paulo, R$ 4 milhões vieram de Queiroz Galvão, CR Almeida e Serveng Civilsan

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SÃO PAULO – O atual governador do Estado de S. Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), recebeu 70% de suas doações de empresas investigadas por fraudes e formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. O valor corresponde a R$ 4 milhões, dos R$ 5,7 milhões arrecadados pelo governador.

Entre as empresas estão a construtora Queiroz Galvão e a CR Almeida Engenharia de Obras, ambas já são rés em processos na Justiça e doaram cerca de R$ 2 milhões cada uma, além da Serveng Civilsan Empresas Associadas de Engenharia , que é investigada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que colaborou com R$ 1 milhão.

Em nota, a assessoria de imprensa de Geraldo Alckmin disse que sua “campanha aceita apenas doações que estão de acordo com a Constituição. A Lei nº 9.504/97 (art. 24) permite que qualquer pessoa física ou jurídica, que esteja de acordo com as normas, participe do processo eleitoral”.

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Tanto a Queiroz Galvão, quanto a CR Almeida Engenharia de Obras têm, juntas, 14 executivos que foram denunciados em 2012 por suspeita de fraude e formação de cartel na licitação para ampliar a linha 5-lilás do metrô de São Paulo. 

Em nota, a Serveng informou que “não possui contrato com o governo do Estado de São Paulo, por meio do Metrô, que seja objeto de investigação do Cade”.