Privatização

Alckmin nega privatizações caso eleito, mas Pactual reitera otimismo

Banco mantém confiança em possibilidade de privatização e prevê gestão mais eficiente em caso de vitória tucana

SÃO PAULO – O candidato à presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, declarou na última quinta-feira que, caso eleito, não privatizará nenhuma empresa federal.

Segundo Alckmin, o governo já teria realizado as privatizações necessárias e sua estratégia seria focar o plano de investimento em infra-estrutura em parcerias público-privadas (PPPs).

Avaliando a declaração

Na tentativa de analisar o provável encaminhamento das políticas voltadas ao setor elétrico em uma eventual vitória do candidato tucano nas eleições, o Banco Pactual publicou relatório com algumas ressalvas aos dizeres de Alckmin.

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O banco lembra que certos aspectos devem ser mantidos em mente ao avaliar o pronunciamento. O candidato da oposição vem buscando alianças políticas para fortalecer-se e tentar vencer Lula nas eleições, sendo tais coligações sobretudo de esquerda e, portanto, contrárias às privatizações.

Além disso, o Pactual ressalta que, a dois meses da aprovação da lei que permitiria a privatização da Transmissão Paulista, Alckmin negou qualquer possibilidade de desinvestimento do estado de São Paulo na empresa.

Impactos favoráveis

Em resumo, a despeito das palavras de Alckmin, o banco segue acreditando que um mandato do PSDB entre 2007 e 2010 teria impactos favoráveis sobre as empresas estatais, dada a possibilidade de privatização e a perspectiva de uma gestão mais eficiente – na análise do Pactual.

Para o banco, a Eletrobrás é a companhia mais bem posicionada para receber os efeitos favoráveis de uma vitória tucana nas eleições, e deve se beneficiar do potencial avanço de Alckmin nas pesquisas eleitorais.