Eleições 2018

Alckmin não acredita em Bolsonaro no segundo turno e mostra simpatia por Marina Silva

"Vocês se impressionam com pesquisa antes da hora. Eleição vai começar depois que você souber quem são os candidatos, depois que a acabar a Copa do Mundo", afirmou o tucano

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SÃO PAULO – Apesar da liderança nas últimas pesquisas de intenção de voto sem levar em conta Luiz Inácio Lula da Silva, o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, acredita que Jair Bolsonaro (PSL) não estará no segundo turno da disputa presidencial e diz que as eleições vão começar ‘de verdade’ depois da Copa do Mundo.

“Acho que ele [Bolsonaro] não chega no segundo turno. Vocês se impressionam com pesquisa antes da hora. Eleição vai começar depois que você souber quem são os candidatos, depois que a acabar a Copa do Mundo e depois de uma ou duas semanas de rádio e TV”, afirmou o ex-governador de São Paulo após encontro com representantes da ABDIB (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base).

No auge da greve dos caminhoneiros, Jair Bolsonaro atingiu seu maior patamar já registrado na série histórica das pesquisas presidenciais realizadas pelo instituto DataPoder360. Segundo o levantamento, feito entre os dias 25 e 31 de maio, o parlamentar tem entre 21% e 25% das intenções de voto, dependendo do cenário considerado. É o maior patamar alcançado pelo pré-candidato desde que a pesquisa para a disputa presidencial começou a ser feita (veja mais aqui).

“Tem espírito público”

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Neste mesmo encontro, o tucano surpreendeu e mostrou uma simpatia pouco comum por Marina Silva, pré-candidata pela Rede. Alckmin teceu elogios para a ex-senadora e deu sinais de que está disposto a se aproximar da concorrente: “tenho grande respeito pela Marina, desde o tempo em que ela foi ministra. É uma pessoa idealista, correta, tem espírito público. Eu admiro”, afirmou o ex-governador de SP.

As declarações foram no mesmo dia em que foi lançado o manifesto “Por um pólo democrático e reformista”, que tem o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e visa uma união do PSDB com a pré-candidata do Rede, no que ele tem chamado de “chance de vitória dos setores realmente progressistas” nas eleições de outubro (veja mais aqui).