Governador na mira

Alckmin é principal alvo e sua gestão vira tema de perguntas dos candidatos no primeiro bloco

O candidato tucano foi questionado por Maringoni, do PSOL, sobre os indícios de que sua campanha foi financiada por empreiteiras.

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SÃO PAULO – O governador, Geraldo Alckmin, do PSDB, foi o principal alvo dos demais candidatos ao governo de São Paulo no primeiro bloco do debate da Rede Globo. A gestão do candidato à reeleição virou tema das principais perguntas. 

Gilberto Maringoni, do PSOL, questionou Alckmin sobre os indícios de que a campanha do tucano foi financiada por empreiteiras. 

O tucano afirmou que sua campanha não tem financiamento público e que está dentro da legislação. “Recebemos como todos os partidos recebem”, explicou Alckmin, acrescentando que defende uma reforma política que inclua o financiamento público.

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Maringoni contestou que o governador estava mentindo e disse que no total são 13 empresas envolvidas no cartel do Metrô de São Paulo. “O cartel se faz fora do governo, nenhuma dessas empresas contribuiu para minha campanha ou para o meu partido”, respondeu Alckmin.

Paulo Skaf, do PMDB, falou sobre a venda de leitos em hospitais estaduais. “Quando Alckmin assumiu o governo, havia 77 mil leitos em São Paulo. Atualmente, são 59,5 mil. Ele tira mais leitos do que cria”, pontuou o peemedebista.

O petista Alexandre Padilha optou por falar da crise hídrica que atinge o estado de São Paulo. “Essa falta d’água é sintoma da perversidade do governador. Quem mais sofre com isso são os mais pobres”, afirmou o candidato do PT, acrescentando que quer ser eleito para reverter essa situação.

Ainda no primeiro bloco, Alckmin defendeu que não fechou leitos e alfinetou Padilha, citando a passagem do petista pelo ministério da Saúde. “Houve uma redução de investimentos do governo federal em saúde. o candidato que foi ministro deixou de investir”.

Sobre segurança pública, Padilha disse que quer que as polícias trabalhem integradas e citou o trabalho de segurança feito durante a Copa do Mundo pelo governo federal. “Hoje menos de 5% dos crimes cometidos em São Paulo são solucionados”, explicou o petista.