Sabesp no foco

Alckmin diz que não faltará água, enquanto oponentes abordam tema incansavelmente

Questionado sobre a crise hídrica, governador de São Paulo destacou a construção de um novo reservatório de água e disse que o dono do Sabesp é o povo.

SÃO PAULO – A crise hídrica que vem aumentando os rumores de que faltará água em São Paulo dias após o segundo turno das eleições foi o principal tema debatido no segundo bloco do debate entre candidatos ao governo de São Paulo, realizado pela Rede Globo. 

Questionado por Laércio Benko, do PHS, Alckmin afirmou que a Sabesp é uma empresa estatal e que o dono dela é o povo. O governador admitiu que há uma crise hídrica e agradeceu à população pela redução do consumo de água. 

Por outro lado, Benko disse que há falta de água em São Paulo. “Não temos água por falta de investimentos”, criticou o candidato do PHS.

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Ao invés de indagar o governador sobre regiões metropolitanas, tema que foi sorteado previamente, Gilberto Maringoni, do PSOL, preferiu continuar abordando a crise hídrica.

Alckmin destacou que é preciso abrir capital e afirmou que a Sabesp foi a primeira empresa do país a entrar no novo mercado. “Não vai faltar água. Temos uma grande reserva técnica que achamos que nem vamos usar. Substituímos o Sistema Cantareira. O governo trabalhou”, garantiu o tucano, falando sobre a construção de um novo reservatório de água (Reserva São Lourenço).

Já Paulo Skaf disse que a falta de água ocorre por causa das obras não realizadas e não por causa da falta de chuvas. “O projeto de São Lourenço existe há 10 anos. O governador fala que não tem problema, mas 60% da população sente a falta de água na pele”, reforçou o peemedebista.

Alexandre Padilha, do PT, por sua vez, afirmou acreditar em soluções para a “grave crise” hídrica. “Tirar as obras do papel, reduzir impostos, e proteção dos mananciais”, disse o petista que aproveitou para se defender das críticas que recebeu sobre sua passagem pelo ministério da Saúde. “Além de faltar com a verdade, o senhor deve ser mais humilde. Não há médicos para atender a população”, completou.