Alckmin diz que conversou com secretário de Comércio dos EUA e pediu negociação

"Reiterei a disposição do Brasil de negociação, o Brasil nunca saiu da mesa de negociação. Não criamos esse problema, mas queremos resolver", disse o vice-presidente

Estadão Conteúdo

Vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin
10/12/2024
REUTERS/Adriano Machado
Vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin 10/12/2024 REUTERS/Adriano Machado

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(Reuters) – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira que conversou no sábado com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, a quem reiterou pedido de negociação sobre tarifas.

Em entrevista à imprensa, Alckmin afirmou que o diálogo de quase uma hora de duração foi bom e proveitoso, mas não deu detalhes sobre pedidos do Brasil ou retornos da autoridade norte-americana na conversa, que classificou como reservada.

“Reiterei a disposição do Brasil de negociação, o Brasil nunca saiu da mesa de negociação. Não criamos esse problema, mas queremos resolver”, disse.

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“A conversa foi proveitosa, mas vamos aguardar, são conversas institucionais, devem ser reservadas.”

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros está prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto. O governo vem fazendo rodadas de reuniões com empresas para avaliar potenciais impactos da medida e estudar possíveis respostas, mas tem encontrado dificuldades para fazer contatos com o alto escalão do governo Trump e tentar uma negociação direta.

Na entrevista, Alckmin voltou a dizer que não há nenhuma razão de natureza econômica e comercial para que a tarifa seja implementada. Para ele, a efetivação da medida seria uma injustiça com o Brasil.

Em sua carta anunciando a tarifa, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que a medida se devia, entre outros pontos, ao que chamou de “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de golpe de Estado.