Alckmin destaca avanço da balança comercial e confirma saída de ministério

Na coletiva, o vice-presidente também afirmou que Lula ratificará o acordo Mercosul-União Europeia, já aprovado pelo Senado

Caio César

Vice-Presidente da República e Ministro, Geraldo Alckmin durante a Coletiva da Balança Comercial, no MDIC, em Brasília. Foto: Júlio César Silva/MDIC
Vice-Presidente da República e Ministro, Geraldo Alckmin durante a Coletiva da Balança Comercial, no MDIC, em Brasília. Foto: Júlio César Silva/MDIC

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (5) que a balança comercial brasileira registrou recorde em fevereiro, com crescimento de 15,6% nas exportações.

De acordo com dados apresentados pelo ministro, a soma de exportações e importações também foi recorde para o mês, com alta de 5,3% na comparação anual.

No acumulado do bimestre, as exportações cresceram 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para Alckmin, o resultado reforça a expansão das vendas externas e amplia a participação do Brasil no comércio internacional.

Saída do ministério

O vice-presidente também aproveitou o evento para anunciar sua saída do MDIC, que ocorrerá em abril, para possivelmente participar das eleições de outubro. Alckmin evitou entrar em detalhes sobre qual cargo poderá disputar, mas antecipou que não renunciará ao posto de vice-presidente.

A expectativa é que Geraldo Alckmin concorra ao governo de São Paulo ou a uma cadeira no Senado, para reforçar o palanque eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

No início do mês, Lula havia dito que teria uma conversa com o vice-presidente e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre as eleições em São Paulo.

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Mercosul

No evento, Alckmin também comemorou a aprovação, pelo Senado, do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que pode se tornar o maior tratado de livre comércio do mundo.

“É o maior acordo comercial entre blocos econômicos do mundo e amplia a integração do Brasil com mercados internacionais”, destacou. O vice-presidente afirmou ainda que o texto será assinado pelo presidente e deve entrar em vigor provisoriamente após 60 dias.

À imprensa, Alckmin reforçou que o país poderá dar resposta rápida em situações excepcionais, graças ao decreto que regulamenta salvaguardas para proteger setores caso o acordo gere prejuízos relevantes.