Política

Alckmin defende privatização da Petrobras, mas descarta Banco do Brasil

Em encontro com empresários, o tucano também defendeu reformas como a previdenciária, proposta pelo governo Michel Temer, e a tributária, que a atual gestão também tenta avançar no Congresso

SÃO PAULO – Pré-candidato à presidência, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu, nesta quarta-feira (7), a possibilidade de privatização da Petrobras, desde que com um “bom marco regulatório”. Em reunião com representantes dos Sindicatos das Indústrias do país, realizada em Brasília, o tucano disse ser “totalmente favorável” à transferência das estatais para o controle da iniciativa privada. Ele acredita que não há espaço para “Estado empresário”.

Para o tucano, muitos setores “que não são o core, o centro objetivo da Petrobras” podem ser transferidos à iniciativa privada. Ele não descarta a possibilidade de privatização completa no futuro. “Claro que muitos setores da Petrobras devem ser privatizados. A Petrobras foi crescendo, crescendo, crescendo. Inúmeras áreas da Petrobras que não são o core, o centro do objetivo principal, tudo isso pode ser privatizado. E se tivermos um bom marco regulatório, você pode até, no futuro, privatizar tudo, sem nenhum problema”, afirmou.

Alckmin também foi questionado sobre a possibilidade de privatizar o Banco do Brasil. Neste caso, o tucano ponderou a importância de se manter bancos públicos para garantir que o governo não dependa exclusivamente de instituições privadas. “O Banco do Brasil eu não pretendo privatizar. O que você pode fazer para ter mais agilidade é criar subsidiárias. O Bando do Brasil é do governo, mas pode ter seguro, previdência complementar, no controle privado. Até porque é importante você ter um ou dois bancos públicos para não depender exclusivamente dos privados”, explicou.

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No encontro, o tucano também defendeu reformas como a previdenciária, proposta pelo governo Michel Temer, e a tributária, que a atual gestão também tenta avançar no Congresso.