Alckmin afirma que EUA dão exemplo ruim com protecionismo, que é coisa antiga

Vice-presidente defendeu que o Brasil não é um problema para os Estados Unidos, que possuem um déficit comercial bilionário com o mundo, mas um superávit com o Brasil

Estadão Conteúdo

Vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin
10/12/2024
REUTERS/Adriano Machado
Vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin 10/12/2024 REUTERS/Adriano Machado

Publicidade

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, voltou a avaliar como negativa a elevação de tarifas de importação pelos Estados Unidos e reafirmou o compromisso do Brasil com o multilateralismo e o livre comércio. As declarações foram dadas em entrevista coletiva durante visita à Mistercryl, em Brasília.

“É ruim para todo mundo”, afirmou Alckmin, explicando que o aumento das tarifas “encarece os produtos”, atingindo também os Estados Unidos, com aumento da inflação e do custo dos produtos.

Para ele, o protecionismo norte-americano representa um “exemplo ruim, na medida em que promove um protecionismo, que é coisa antiga, ultrapassada.”

Alckmin defendeu que o Brasil não é um problema para os Estados Unidos, que possuem um déficit comercial bilionário com o mundo, mas um superávit com o Brasil. “Dos dez produtos que eles mais exportam para o Brasil, em oito o imposto de importação é zero”, ressaltou.

O vice-presidente também destacou o esforço do governo brasileiro para fortalecer acordos comerciais globais, especialmente o Mercosul-União Europeia.

“O presidente Lula está na França. Um dos objetivos é acelerar o acordo Mercosul-União Europeia. A gente espera até o fim do ano assinar esse acordo”, afirmou Alckmin.