Ajuda à Irlanda deverá ser de € 85 bilhões de fundo europeu e FMI

Valor do resgate deve ser utilizado ao longo dos próximos 3 anos, visando a reestruturação de bancos e contas públicas

SÃO PAULO – Será oferecido à Irlanda um pacote de auxílio no valor € 85 bilhões, pelo fundo constituído pela União Europeia e FMI (Fundo Monetário Internacional), a ser utilizado ao longo dos próximos dois ou três anos para estabilização financeira do país, de acordo com informações da agência irlandesa RTE News.

O valor é discutido e ainda não foi aprovado pelo parlamento irlandês, mas o primeiro ministro, Brian Cowen, afirma que o valor final não deve variar muito em relação ao especulado, e mitigou a possibilidade de uma auxílio na casa de três dígitos.

O aporte será destinado à reestruturação finanças públicas e à recapitalização dos bancos, como no caso da elevação do nível de capital do AIB (Allied Irish Bank), de 8% para 12%, visando o recuperar a confiança do mercado no setor.

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Nacionalização do AIB
Assim, surge a opção de que o governo adiquira 99,9% das ações do AIB, dada a relutância das autoridades políticas em nacionalizar completamente o AIB, apesar do vultoso aporte necessário.

É prevista ainda a redução do tamanho dos bancos irlandeses na medida em que ocorrer a esperada venda de carteiras de crédito das instituições.

Autoridades da União Europeia afirmaram à agência irlandesa que é essencial a aprovação do orçamento no tempo previsto e que a cada dia que passa sem a aprovação crescem a incertezas e os custos econômicos e sociais.

Detalhes ainda obscuros
O membro do partido socialista irlandês, Joe Higgins, no parlamento europeu deixou a reunião que discutia o plano logo após o ínicio, revoltado com a confidencialidade das informações alí tratadas e afirmando que esta postura seria uma traição.

Já outros parlamentares lamentaram que os 12,5% de imposto de renda aplicado às empresas na Irlanda tenha ficado fora da pauta de discussão, mas a atual taxa foi defendida pelo ministros do desenvolvimento irlandês, Batt O’Keeffe, por acreditar que este patamar de tributação é o que mantém o país atrativo para muitas indústrias.