Pasadena

Agora acusado, diretor da Petrobras foi “alvo” de elogios rasgados de Dilma Rousseff

À época, Dilma presidia o conselho de administração da Petrobras e registrou os "agradecimentos do colegiado" a Nestor Ceveró e ressaltou "sua competência técnica e o elevado grau de profissionalismo

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Criticado pela presidente da República Dilma Rousseff por ter feito um relatório “técnico e juridicamente falho”, Nestor Ceveró foi “alvo” de elogios rasgados pela então ministra da Casa Civil em ata do conselho da Petrobras (PETR3;PETR4) de 3 de março de 2008.

À época, Dilma presidia o conselho de administração da Petrobras e registrou os “agradecimentos do colegiado” ao diretor e ressaltou “sua competência técnica e o elevado grau de profissionalismo e dedicação demonstrados no exercício do cargo”, de acordo com informações do portal G1 e repercutidas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Os elogios foram registrados na ata 1301, no seu item 13, com as citações honrosas ajudando Cerveró a ser indicado para a diretoria financeira da BR Distribuidora. 

Aprenda a investir na bolsa

Cerveró é considerado um dos grandes culpados pela operação prejudicial à empresa, uma vez que, na época, era diretor internacional da Petrobras. Na última sexta-feira, a Petrobras informou ao mercado que o conselho de administração de sua subsidiária do segmento de distribuição de combustíveis no Brasil aprovou a destituição de Cerveró, que estava no cargo de diretor financeiro da companhia. Sua demissão já era esperada pelo mercado, até como uma forma de ofuscar a participação da presidente Dilma Rousseff no escândalo.

Ele fora acusado de elaborar um resumo falho que embasou o polêmico negócio da compra da refinaria de Pasadena, que custou US$ 1,18 bilhão para a companhia. Em nota ao Estadão, a presidente da Petrobras levou a uma crise ao afirmar que Cerveró forneceu informações incompletas e que não daria o aval para compra caso conhecesse todas as cláusulas do contrato. Os conselheiros Arthur Antonio Sendas, Francisco Roberto de Albuquerque, Guido Mantega, José Sérgio Gabrielli e Silas Rondeau também teceram elogios ao então diretor. 

Vale ressaltar que Cerveró negocia com a oposição sua ida ao Congresso Nacional para depor sobre a compra.