Agnelli desmente rixa com Dilma e diz que acionistas decidem sua posição na Vale

Presidente da mineradora diz que todos os acionistas querem lucro para a empresa, e que empresa não tem posição política

SÃO PAULO – Em evento com jornalistas em Nova York, o presidente da Vale (VALE3, VALE5), Roger Agnelli, se mostrou bastante receptivo às perguntas – a não ser àquelas sobre a disputa política por seu cargo na mineradora.

Perguntado se achava que teria que fazer concessões caso a candidata do PT, Dilma Rousseff, fosse eleita presidente do País, Agnelli respondeu com um simples “não”, e explicou que seu relacionamento com a candidata é muito bom.

O presidente da Vale seguiu a explicação afirmando que não há pressão a respeito de sua manutenção ou saída do cargo. “Todos os acionistas, incluindo a Previ (Fundo de Pensão do Banco do Brasil) e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) querem a mesma coisa. Os resultados estão muito bons, e é isso que todos querem, então não vejo problemas”, disse o executivo.

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“Não é uma empresa política, apoiamos a democracia, e o que temos que fazer é seguir trabalhando. Se os acionistas quiserem uma mudança, eles a farão”, continuou Agnelli, que disse ainda que os acionistas que participaram do Investor Day em Nova York não fizeram questionamentos sobre isso a fundo.

Sem pressão, sem comentários
Entretanto, perguntando mais uma vez sobre o assunto, o presidente da Vale se mostrou mais seco na resposta. “Não há mais nada pra comentar sobre isso”.

Agnelli também não quis comentar sua declaração na semana anterior, quando ele teria dito à Folha de São Paulo que havia pressão política do PT por cadeiras na mineradora – Agnelli já havia negado a afirmação. “Mais uma vez, o que foi dito foi dito. Não há nada mais a comentar”, completou.