Paradoxo do governo

Agitação do impeachment de Dilma vira benefício para cofre do governo

Esse declínio não poderia vir em uma época melhor para o Brasil, que está tentando financiar seu déficit orçamentário em meio à recessão mais profunda em mais de um século

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(Bloomberg) — Especulação crescente sobre possibilidade de Dilma Rousseff ter de deixar o cargo de presidente está tornando mais barato o custo de refinanciamento do País.

  • Tesouro vendeu na quinta-feira da semana passada R$ 1,5 bi de LTN com prazo de 4 anos a uma taxa de 14,1%, a mais baixa desde agosto
    • Na semana anterior, Tesouro emitiu R$ 3,85 bi em NTN-F 2023 e 2027, a maior colocação desse papel desde leilão de 28/maio/2015
  • Taxas em títulos similares com vencimento em 2025 caíram 2,8 pp desde o pico de set/2015
  • Esse declínio não poderia vir em uma época melhor para o Brasil, que está tentando financiar seu déficit orçamentário em meio à recessão mais profunda em mais de um século
  • Investidores estão estocando dívida do País na medida em que possibilidade de saída da presidente Dilma ganha tônus. Esse movimento poderia abrir caminho para um novo governo revigorar a economia
  • Decisão da presidente de nomear Luiz Inácio Lula da Silva como ministro na semana passada reacendeu clamor pela sua saída. Nomeação como chefe da Casa Civil foi vista como uma tentativa de criar um escudo às acusações da Lava Jato
  • “Com aumento das apostas em uma mudança política, governo vai ter uma folga na exigência de taxas, principalmente, nos prefixados”, diz Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners, em entrevista por telefone
  • “Nomeação do ex-presidente Lula para ministro parece ter acelerado o processo de impeachment, um desdobramento que nem o governo, nem o mercado esperavam”

Esta matéria foi publicada em tempo real para assinantes do serviço BloombergaProfessional.

 

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