Oposição reage

Aécio: se propina na campanha for comprovada, governo Dilma é “ilegítimo”

Executivo da Toyo Setal disse em delação premiada que o caixa da campanha do PT em 2010 foi abastecido com dinheiro desviado do esquema de corrupção da estatal, denúncias estas que o senador considerou "gravíssimas"

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Durante a tarde de ontem, antes a aprovação do projeto que altera a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) pela base aliada do governo, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) e candidato derrotado à presidência da República comentou as novas denúncias envolvendo a Petrobras. Ele afirmou que, se comprovada as denúncias de que o caixa da campanha do PT em 2010 foi abastecido com dinheiro desviado do esquema de corrupção da estatal, o governo Dilma Rousseff seria “ilegítimo”.

Aécio afirmou que considera gravíssima a denúncia, feita pelo empresário da Toyo Setal Augusto Mendonça no acordo de delação premiada da operação Lava-Jato da Polícia Federal, de que dinheiro da corrupção na Petrobras abasteceu a conta oficial do PT na campanha de 2010. Segundo o executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, em depoimento à Polícia Federal, parte da propina paga ao ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi destinada para doações oficiais feitas ao PT. O empresário afirma que doou R$ 4 milhões ao PT entre 2008 e 2011.

“Essa é a denúncia mais grave que surgiu até aqui. O dirigente de uma das empresas que pagou suborno, segundo ele, ao diretor da Petrobras, recém solto pelo ministro Teori, diz que parte dessa propina foi depositada na campanha do PT em 2010”, disse. 

Aprenda a investir na bolsa

“Se comprovadas essas denúncias, é algo extremamente grave. Estamos frente a um governo ilegítimo. Isso é a demonstração clara de aquilo que disse recentemente e a comprovação da verdade. Essa organização criminosa, que segundo a Polícia Federal se instalou no seio da Petrobras, participou da campanha eleitoral contra nós”. Ele afirmou que as denúncias devem ser apuradas a fundo e reforçam as suspeitas de que o PT foi beneficiado por parte dos recursos desviados na Petrobras, pagos pelas empresas como propina.