No Congresso

Aécio diz que Dilma deixa Congresso de “cócoras” e é vaiado por parlamentares do PT

"Hoje a presidente coloca de cócoras o Congresso a estabelecer que cada parlamentar aqui tem um preço. Fala-se em R$ 748 mil. Essa é uma violência jamais vista nesta Casa", afirmou em pronunciamento

SÃO PAULO – Durante sessão no Congresso para a votação da mudança na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) acusou a presidente Dilma Rousseff de colocar o Congresso Nacional de “cócoras” e colocar “preços” nos parlamentares ao condicionar a liberação de emendas à aprovação do projeto de lei que derruba a meta fiscal para 2014.

“Hoje a presidente coloca de cócoras o Congresso a estabelecer que cada parlamentar aqui tem um preço. Fala-se em R$ 748 mil. Essa é uma violência jamais vista nesta Casa”, afirmou, sendo fortemente vaiado por parlamentares do PT que acompanhavam o pronunciamento.

Aécio se referia ao decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira  que condiciona a liberação de R$ 447 milhões para emendas à aprovação da mudança na LDO. 

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O senador ainda falou sobre “incoerências” de Dilma após a eleição. “Hoje, a presidente da República, coloca de joelhos a sua base no Congresso Nacional. Mas vamos em frente, no momento em que a verdade deveria estar prevalecendo, disse a então presidente da República, fazer choque fiscal … cortar o quê?, disse ela em 25 de setembro. Hoje, o seu novo ministro anuncia corte de despesas e ajuste fiscal. Disse a candidata em 19 de outubro, e é importante que a verdade e a realidade seja aqui relembrada: tenho certeza de que a inflação está sob controle, disse ela me respondendo em debate da Rede Record. Mais uma vez a inflação está no teto da meta. Disse a presidente em evento da CNI, em 30 de setembro: o que justifica esta hipótese de tarifaço, significa a determinação em criar um movimento para instaurar o pessimismo. Onze dias após a eleição, a Petrobras reajusta em 3% a gasolina e, em 5% o óleo diesel. A tarifa de energia já subiu 17% este ano e subirá 25% no ano que vem. E agora, o governo cogita retomar a cobrança da Cide, da CPMF”, afirmou o senador.