Resposta

Advogado de Lula rebate Moro: “Em uma democracia, juízes não transmitem vídeos aos seus apoiadores”; assista

Em vídeo divulgado em sua página no Facebook, Cristiano Zanin diz que a recente ação de Moro confirma sua visão de que os processos abertos são políticos e o juiz carece da imparcialidade necessária para conduzir o caso

SÃO PAULO – O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, publicou um vídeo em sua página em uma rede social no último domingo (7), alegando que a recente manifestação do juiz federal Sergio Moro pedindo que manifestantes a favor da operação Lava Jato não compareçam à sede da Justiça Federal em Curitiba (PR) reforça a “parcialidade” do magistrado na condução do processo. Na avaliação da defesa do petista, o recente episódio confirma a visão de que os processos abertos são políticos e que o juiz carece da imparcialidade requerida para o exercício de suas funções.

“O juiz Moro, que deveria ser um juiz imparcial, fala diretamente aos seus apoiadores. Isso não é normal em um sistema democrático. Em uma democracia, políticos têm apoiadores e oponentes, juízes não. Em uma democracia, juízes não são personalidades. Em uma democracia, juízes não transmitem vídeos aos seus apoiadores. Em uma democracia, juízes não procuram e tentam influenciar a opinião pública”, afirmou o advogado.

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No vídeo, Zanin voltou a defender que Lula não é dono do tríplex, argumentando que a OAS inclusive usou o imóvel para obter financiamento. O advogado afirmou ainda que a proximidade do depoimento do ex-presidente ao juiz marca também uma clara “tentativa de chamar pessoas presas e já condenadas para falar algo sobre Lula (…), objetivando ofuscar a real situação do caso”.

“O que há em comum é que todas essas pessoas foram chamadas, nas últimas semanas, para falar sem o compromisso de dizer a verdade e com expectativa de serem beneficiadas por um acordo de delação. O processo judicial não pode ser utilizado para perseguição política, mas é isso que acontece quando alguém insiste em acusar uma pessoa sem qualquer evidência”, complementou Zanin.