Batalha interna

Acusado de ter dado um “golpe”, Aécio afirma que sua assinatura foi usada sem seu conhecimento no TSE

Senador teria deliberado a troca da liderança do partido no Acre para beneficiar seu aliado

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SÃO PAULO – Através da assessoria de imprensa do PSDB, Aécio Neves declarou na manhã desta terça-feira (4) que sua assinatura digital no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi usada sem seu conhecimento na deliberação que resultou na troca da liderança do partido no Acre, até então nas mãos do deputado federal Major Rocha. Além disso, o tucano solicitou que Tasso Jereissati, presidente interino do PSDB, anule a decisão.

“Ao tomar conhecimento na data de hoje de que sua assinatura digital teria sido usada sem seu conhecimento para oficializar a medida, o presidente licenciado, senador Aécio Neves, solicitou ao presidente em exercício, Tasso Jereissati, que a torne sem efeito e que o assunto seja submetido à deliberação na próxima reunião da Executiva Nacional”, informa a nota da assessoria do partido.

Na última segunda-feira (3), o jornal Estado de São Paulo informou que a assinatura eletrônica de Aécio Neves no TSE está registrada no SGPI (Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias), sendo ele responsável por interromper o mandato do Major Rocha como presidente do PSDB no Acre. Por ser integrante dos “cabeças pretas”, ala do partido que pede o desembarque do governo, o deputado federal acusa Aécio de ter dado um “golpe” para beneficiar Marcio Bittar, aliado do senador.

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“O que vivenciamos no partido, infelizmente, foi uma tentativa de golpe. Veja que nos dias 13 e 19 alguém entrou no site do TRE e simplesmente apagou a atual Executiva. No dia 19, tentaram inscrever outra Executiva. O que mais me me chamou atenção foi que quem fez isso, segundo o TRE, foi o Aécio, alguém que está afastado da presidência. Informei o presidente, Tasso Jeiresatti, que ficou preocupado e tentou resolver esse problema”, afirmou Major Rocha ao site AC24horas, do Acre.

Pronunciamento

Nesta terça-feira, quando irá reassumir seu mandato, Aécio Neves irá fazer um pronunciamento no Plenário do Senado para se defender das acusações de obstrução à Justiça e recebimento de propina contidas na delação de Joesley Batista.