Acusações contra Palocci deixam Dilma mais exposta às negociações, diz LCA

Pronunciamento do ministro previsto para a noite desta sexta-feira será decisivo para a sua permanência no governo

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SÃO PAULO – As acusações sobre enriquecimento ilícito contra o Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, deixaram a Presidente da República, Dilma Rouseff, mais exposta às negociações parlamentares. Na opinião da LCA Consultores, este fato poderá causá-la desgastes que até então Palocci a poupava. Por outro lado, esta maior exposição poderá lhe dar uma ascendência junto à base que, até agora, também parecia exclusiva de Palocci.

“Se ela se sair bem nessas novas funções, a Casa Civil tenderá a ter perfil mais gerencial, voltada às ações do próprio governo – tal como na época que a própria Dilma exercia a função no governo Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]. Nesse caso, Palocci poderá vir a ser dispensável”, afirma a LCA em nota.

Por outro lado, a consultoria avalia que se não conseguir exercer eficientemente a interlocução política direta, a presidente seguirá dependendo de alguém como Palocci para desempenhar esse papel. “Esse alguém poderá ser o próprio Palocci, se ele deixar de ser, como tem sido nestes dias, alvo fácil de pressões e ameaças de aliados e adversários, que têm usado o episódio para arrancar concessões do Planalto”, completa.

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Pronunciamento
A Rede Globo de Televisão transmitirá nexta sexta, durante o Jornal Nacional, uma entrevista com o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que pretende esclarecer as acusações de enriquecimento ilícito feitas contra ele. Para a MCM Consultores, o seu desempenho será decisivo para sua permanência no governo.

Contudo, segundo a MCM, nos bastidores petistas, já se discute o nome do eventual substituto de Palocci. Paulo Bernardo, José Eduardo Cardoso, Miriam Belchior, Alexandre Padilha e Fernando Pimentel são os nomes citados.

“Nesta lista, Paulo Bernardo, Miriam Belchior e Fernando Pimentel dariam à Casa Civil um perfil mais gerencial e menos político. Cardoso e Padilha manteriam o viés político da pasta. Se Bernardo ou Pimentel assumirem, é provável que haja mudança também no ministério de Coordenação Política, pois a atuação do atual ministro, Luiz Sérgio, é considerada fraca”, analisa a MCA em relatório.