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Em queda

Ações da Eletrobras lideram perdas do Ibovespa após discurso de Dilma

Presidente confirma redução nas tarifas de energia para consumidores residenciais e indústria; elétrica ainda lidera ganhos do setor no ano

SÃO PAULO – Em reação à confirmação de Dilma Rousseff de que a tarifa da energia elétrica irá cair ainda mais para os consumidores finais e para as indústrias, as ações da Eletrobras (ELET3, ELET6) são as mais penalizadas no Ibovespa, com quedas de 4,3% para os ativos ELET3, aos R$ 7,50, e de 2,1% para os ativos ELET6, aos R$ 12,84, segundo cotação das 10h50 (horário de Brasília. No mesmo horário, o Ibovespa sobe 0,2%.

Dessa forma, as ações da elétrica devolvem parte dos ganhos acumulados no ano. Liderando as valorizações de todo o setor elétrico, a valorização das ações preferenciais da Eletrobras está em 23,3%, mesmo com o recuo desta quinta-feira.

Desde os impactos da Medida Provisória 579, publicada em 15 de novembro com novas regras para o setor e derrubando as ações das elétricas, as ações da Eletrobras já subiram mais de 75%.

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Segundo o diretor sênior da Fitch Ratings, Mauro Storino, o ciclo de revisão tarifária deverá ter impactos de nível moderado a alto na geração do fluxo de caixa, mas as notas de crédito das empresas já incorporam essa volatilidade.

Apesar da queda das ações, Storino também diz em comunicado que as distribuidoras deverão se beneficiar do esforço do governo em reduzir a tarifa de energia para os consumidores finais, já que isso aumentará a demanda por energia e consequentemente a eletricidade distribuída.

Na última noite, em discurso televisionado, a presidente confirmou a promessa de cortar a conta de luz em 18% para os consumidores residenciais e em até 32% para os consumidores da indústria, agricultura, comércio e serviços. Anteriormente, a promessa era de 16,2% e de 28%, respectivamente. Rumores sobre o conteúdo do discuros já circulavam pela imprensa desde a manhã de quarta-feira.

Dilma também tentou acalmar os investidores do setor elétrico, ao reforçar de que não há risco de racionamento de energia no Brasil. Ela também disse que a capacidade instalada de energia deverá dobrar em 15 anos.