Mais adesão

Ação do TSE contra Dilma e Temer deve aumentar adesão do PMDB ao impeachment, diz coluna

Isso porque, na hipótese da chapa ser cassada, Temer também será atingido. “Melhor perder Dilma do que perder Dilma e Michel”, afirmou um peemedebista ouvido pela coluna Painel, da Folha

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SÃO PAULO – Na última terça-feira (6) à noite, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reabriu ação eleitoral em que o PSDB pleiteia a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer. Com Temer ameaçado, o PMDB deve se mobilizar mais para o impeachment da presidente Dilma, de acordo com integrantes da cúpula do partido ouvidos pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Isso porque, na hipótese da chapa ser cassada, Temer também será atingido. “Melhor perder Dilma do que perder Dilma e Michel”, afirmou um peemedebista. Desta forma, o julgamento seria um instrumento de pressão sobre os que ainda estão reticentes em relação ao pedido de impeachment.

Agora, o PMDB aguarda pelos próximos passos do TSE, como a indicação do relator do caso na semana que vem. O temor é de que Gilmar Mendes seja escolhido, já que o ministro faz críticas contudentes ao PT. Porém, a defesa de Dilma não pretende pedir a suspeição de Mendes. Além disso, se o TSE reunir em uma só as quatro ações na corte, os advogados de Dilma veem a relatoria nas mãos de Mendes mais difícil.

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O presidente do TSE, José Dias Toffoli, afirmou que o processo de investigação deve durar entre dois e três meses, o que é visto como otimista pelo governo.

Na terça-feira, os ministros não entraram no mérito da questão para analisar se houve irregularidades na campanha da presidente. A corte analisou apenas o prosseguimento da ação. Com a abertura do processo, a Justiça Eleitoral procederá à investigação das questões levantadas pelo partido e, após a análise das alegações da acusação e da defesa, o caso será julgado no mérito pelo plenário da corte.

O placar da votação ficou em 5 votos a 2 pela reabertura da ação. Em fevereiro, a ministra Maria Thereza de Assis Moura arquivou o processo, por entender que não havia provas suficientes para o prosseguimento da ação. No entanto, o TSE voltou a julgar o caso, devido a um recurso protocolado pela Coligação Muda Brasil, do candidato derrotado à Presidência da República Aécio Neves, do PSDB. A legenda alegou que há irregularidades fiscais na campanha relacionadas a doações de empresas investigadas na Operação Lava Jato.

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