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SÃO PAULO – Em 1930, Dom João III, rei de Portugal, organizou uma expedição para iniciar o povoamento da terra, então recém descoberta. Com isto, uma armada de cinco navios, comandada por Martim Afonso de Sousa, percorreu a costa brasileira, no intuito de expulsar os contrabandistas de pau-brasil e lançar as bases de ocupação efetiva do território brasileiro.
Primeira eleição ocorreu em 1532
Desta forma nasceu São Vicente, a primeira vila brasileira, no litoral do atual Estado de São Paulo, em posição estratégica para ser base de expedições a procura de metais preciosos no Paraguai e no Peru. Também foi lá que em 1532, ocorreu no Brasil a primeira eleição do país, visando apontar os “eleitores” do conselho municipal do pequeno povoado, recém fundado.
O pleito marcou a instituição de um sistema de escolha dos integrantes dos conselhos nas vilas e cidades. A população, de modo indireto, apontava seis pessoas que, posteriormente, seriam responsáveis pela escolha dos oficiais da câmara.
Eleições diretas ocorreram a partir do século XIX
Já a primeira eleição direta ocorreu apenas em 1828, com a promulgação da Lei Eleitoral que regulamentava as disputas apenas na esfera municipal. Anos depois, em 1881, surgiu a Lei Saraiva, regulamentando as eleições diretas para a nomeação de senadores e deputados da Assembléia Geral e Assembléias Legislativas provinciais.
Finalmente, com a Proclamação da República, a Constituição de 1891 criou voto direto para presidente e vice-presidente. No entanto, este esquema foi suspenso na prática duas vezes, em 1930, com o início da Era Vargas que pendurou até 45, e em 1964, com o golpe militar, que suspendeu as eleições por 29 anos até a aprovação da Constituição de 1988.
Entretanto, vale frisar que até meados do final do século XX, a existência de práticas fraudulentas foi notícia em todo os país, especialmente nas áreas rurais e mais atrasadas, predominantes no Brasil até a década de 70. A introdução da urna eletrônica acabou com estas práticas de uma vez por todas.