Reação da oposição

“A presidente Dilma realmente não está bem”, diz Aécio Neves

Em sua página no Facebook, o senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves (PSDB-MG) ironizou a resposta da presidente Dilma Rousseff em reação às falas do delator Ricardo Pessoa, no âmbito da Lava Jato

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SÃO PAULO – Na sua página no Facebook, o senador e presidente nacional do PSDB Aécio Neves (PSDB-MG) ironizou a resposta da presidente Dilma Rousseff em reação às falas do delator Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC. Dilma afirmou, em Nova York, que “ela não respeita delator”. Pessoa indicou que a campanha da presidente ao Palácio do Planalto teria recebido repasses ilegais de recursos. 

Segundo Aécio, “as novas declarações da presidente Dilma Rousseff atestam o que muitos já vêm percebendo há algum tempo: a presidente da República ou não está raciocinando adequadamente ou acredita que pode continuar a zombar da inteligência dos brasileiros”. 

“Primeiro, ela desrespeitou seus próprios companheiros de resistência democrática ao compará-los aos atuais aliados do PT acusados de, nas palavras do Procurador Geral, terem participado de uma “corrupção descomunal”, continuou. 

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Ele afirmou ainda que a presidente chega ao acinte de comparar uma delação feita, dentro das regras de um sistema democrático, para denunciar criminosos que assaltaram os cofres públicos e recursos pertencentes aos brasileiros, com a pressão que ela sofreu durante a ditadura para delatar seus companheiros de luta pela democracia. “A presidente realmente não está bem”, afirmou.

Cabe lembrar que o tucano também foi citado em delação do doleiro Alberto Youssef, que afirmou que ele dividia propina de uma diretoria de Furnas, o que Aécio nega. 

No seu perfil no Facebook, Aécio destacou que “é preciso que alguém lhe informe rapidamente que o objeto das investigações da Polícia Federal, do MPF e da Justiça não são doações legais feitas de forma oficial por várias empresas a várias candidaturas, inclusive a minha, mas sem qualquer contrapartida que não fosse a alforria desses empresários em relação ao esquema de extorsão que o seu partido institucionalizou no Brasil”.

E conclui: “o fato concreto é que talvez nunca, na história do Brasil, um Presidente da República tenha feito uma visita oficial a outro país numa condição de tamanha fragilidade. E afirmações como essa em nada melhoram sua situação”.