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Entrevista

“A negação da política é a política mais tradicional que existe”, diz Marina Silva

Em entrevista ao InfoMoney, ex-senadora lembra de casos de Sergio Cabral, Collor e Dilma Rousseff para chamar atenção para os riscos da ideia de colocar gestores na política

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SÃO PAULO – A ascensão de figuras que se autointitulam gestoras e negam o exercício da política pode recolocar a sociedade brasileira diante de problemas antigos. Essa é a leitura da porta-voz nacional da Rede Sustentabilidade, Marina Silva, entrevistada pelo InfoMoney na tarde da última sexta-feira (29). Na avaliação da ex-senadora e ex-ministra durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o país precisa cuidar para, no afã da busca por reformular os mecanismos da política tradicional, não acabar promovendo a própria negação da política como um todo. A íntegra da entrevista será publicada neste portal na próxima terça-feira (29).

“A sociedade tem que ficar atenta para não combater a política tradicional usando a pior tradição política, que é a tradicional negação da política, porque essa sequer tem transparência. Também [é preciso] olhar para o que já aconteceu no país, nós tivemos uma experiência traumática no Rio de Janeiro. Quem não se lembra do ex-governador Sergio Cabral, quando foi apresentado como alguém que não vinha do mundo da política, como alguém totalmente fora espectro político, gestor? Deu no que deu. Vimos o que aconteceu bem anteriormente com o presidente Collor, e tivemos uma experiência igualmente grave, com consequências terríveis, que nos acompanham agora com a presidente Dilma, que também era vista como uma gestora que não vinha do espaço da política. Será que isso não nos ensina?”, observou a fundadora do partido Rede Sustentabilidade.

Nas campanhas eleitorais que participou como candidata à presidência da República, Marina Silva ficou conhecida pelas críticas feitas à polarização do debate político entre PT e PSDB, e buscou para si a imagem de terceira via, com a narrativa da necessidade de se construir uma nova política, em antítese ao modelo tradicional.

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Na entrevista a este portal, a ex-senadora chamou atenção para a necessidade de haver renovação em todos os partidos, mas que o processo tem que se dar dentro da política. “Não pode haver ambiguidade de ter político negando a própria política. A política está em crise? Está em crise. É grave a crise da política? É, mas nesse momento vamos precisar descobrir qual é a política que se faz para sair da crise da política. A negação da política é a política mais tradicional que existe”, concluiu. A entrevista completa será publicada na terça-feira.