2018 chegou!

“A mais importante decisão desde 2002”, diz CNBC sobre eleições brasileiras de 2018

E espere volatilidade, aponta publicação norte-americana

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SÃO PAULO – O ano de eleições presidenciais chegou para o Brasil e, com ele, a tensão dos mercados sobre o que acontecerá nos meses que precedem as eleições – e se um candidato pró-mercado será alçado para o Palácio do Planalto.

Com isso, as agências internacionais também voltam os seus olhos para o Brasil, como é o caso do portal americano CNBC, que apontou que as eleições de 2018 serão as mais importantes para o País desde 2002, quando houve a primeira eleição de Lula. 

”A eleição presidencial só acontecerá em 10 meses, mas analistas já estão alertando para a volatilidade após um impeachment dramático ter revelado divisões sociais da bagunçaram o terreno político”, avalia a publicação. A CNBC cita a avaliação do head de pesquisa para mercados emergentes do BNP Paribas, Marcelo Carvalho. Ele aponta que, apesar de haver um grande progresso nas reformas, mais precisa ser feito para manter o fiscal em ordem e promover um crescimento sustentável da economia brasileira.

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A reportagem aponta: o presidente Michel Temer está fazendo as reformas, mas o seu governo é extremamente impopular, enquanto o ex-presidente Lula, que tem amedrontado os mercados, apresenta-se como candidato novamente. 

Conforme aponta a CNBC, em meio aos grandes escândalos de corrupção, “a eleição deve ser uma demonstração das desilusões do país com toda a classe política”. Esse cenário trará incertezas para o Brasil – e aumenta a preocupação do mercado.

Carvalho, do BNP, aponta que uma recuperação na economia deverá ajudar os candidatos que pregam continuidade das reformas. Contudo, mesmo se um candidato pró-mercado prevaleça no final, a campanha deverá ser marcada pela volatilidade dos mercados. 

Isso porque, por mais que eleições tradicionalmente tragam incertezas, a instabilidade política do Brasil sugere que não há um candidato favorito – “e a volatilidade da opinião pública pode favorecer tanto um candidato de extrema esquerda quanto um de extrema direita”, avalia a publicação.