DataPoder360

65% dos brasileiros consideram votar em quem “nunca foi político”, mostra pesquisa

A pesquisa também identificou um interesse além do usual nas próximas eleições, levando-se em consideração a distância da corrida às urnas

SÃO PAULO – O clima de perda de legitimidade de figuras políticas tradicionais, agravado por revelações como as apresentadas por ex-executivos da Odebrecht em acordo de delação premiada com a Lava Jato, tem levado os eleitores a avaliar novas possibilidades para as próximas eleições. De acordo com pesquisa realizada pelo DataPoder360 nesta semana, 65% dos brasileiros dizem que votariam com certeza ou poderiam votar em quem “nunca foi político” na disputa presidencial em 2018. Este foi o primeiro levantamento sobre a conjuntura política com abrangência nacional após a quebra do sigilo de vídeos de depoimentos de ex-executivos da empreiteira.

Segundo o levantamento, realizado nos dias 16 e 17 de abril com 2.058 entrevistados em 217 municípios, 33% dos consultados responderam que “votariam com certeza” em alguém que nunca foi político, ao passo que 32% disseram que “poderiam votar” em um candidato com esse perfil e 26% “não votariam de jeito nenhum”; 9% não souberam responder. A margem de erro máxima da pesquisa é de 3 pontos percentuais para cima ou para baixo.

A pesquisa também identificou um interesse além do usual nas próximas eleições, levando-se em consideração a distância da corrida às urnas. Segundo o estudo, 42% dos entrevistados já têm “muito interesse” pelas eleições e 27%, “pouco interesse”, enquanto 28% disseram não ter “nenhum interesse”.

PUBLICIDADE

Segundo o levantamento do DataPoder360, 62% dos eleitores consultados veem a “honestidade” como principal qualidade para um candidato a presidente. Na segunda posição aparece o “compromisso”, com 20%. “Experiência”, por sua vez, tem 4%, mesma marca que a qualidade de “ser trabalhador”. 87% dos entrevistados disseram ter tomado conhecimento sobre as delações da Odebrecht sobre propinas a políticos. Na avaliação de 78%, um político acusado de receber vantagens indevidas não pode ser eleito governador ou presidente na eleição do ano que vem.