Renovação?

59% rejeitam eleger candidato do PT, PSDB ou PMDB presidente, mostra pesquisa

Estudo encomendado pelo grupo ativista Agora! mostra ainda que 79% dos entrevistados diz que apreciaria muito se as próximas eleições apresentassem novidades, sobretudo candidaturas de pessoas comuns, à margem da atual cena política

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SÃO PAULO – Os partidos tradicionais e as figuras políticas investigadas em casos de corrupção estão em maus lençóis nas próximas eleições majoritárias. É o que mostra pesquisa realizada pela empresa Ideia Big Data por encomenda do grupo ativista independente Agora!, divulgada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (31).

Segundo o levantamento, 57% dos eleitores acredita que políticos envolvidos em casos de corrupção, como investigados na Operação Lava Jato (mesmo que não sejam condenados) não merecem voto, e 59% rejeitam a ideia de eleger o próximo presidente a partir de candidaturas de PMDB, PSDB e PT — hoje, os três maiores partidos no Congresso Nacional.

A repulsa não se restringiu às consideradas siglas mais tradicionais, com a maior parte dos eleitores relativizando a figura dos partidos políticos em detrimento ao personalismo: 77% dos entrevistados concordaram com a afirmação “meu voto é na pessoa e não me importo com partido político”.

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A pesquisa mostrou ainda que 79% dos entrevistados diz que apreciaria muito se as próximas eleições apresentassem novidades, sobretudo candidaturas de pessoas comuns, à margem da atual cena política. Pode ser um cenário apropriado para chamados “outsiders aventureiros”, mas também para uma renovação. Para 48%, a eleição de 2018 será a grande oportunidade que o Brasil tem para renovar a política; 38% discordaram.

De todo modo, a rejeição aos partidos tradicionais parece ainda maior que o apoio incondicionais a figuras novas na política. Apenas 26% dos entrevistados disseram aceitar a ideia de votar em um candidato que nunca concorreu a nada, mas que disputa o pleito em um partido conhecido.

A pesquisa também aponta para um pragmatismo maior dos eleitores ante posicionamentos ideológicos. 72% disseram não se importar se determinada política pública é de esquerda ou direita, mas sim se ela tornará sua vida melhor.

O estudo da Ideia Big Data ouviu por telefone 10.063 eleitores dos 37 maiores colégios eleitorais, em 37 municípios, sendo 26 capitais, entre os dias 11 e 25 de julho. A margem de erro estimada é de 1,75%.