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Petrobras quer alinhar preços de combustíveis aos valores internacionais

Durante teleconferência, diretor destacou ainda que companhia deve vender ativos nos próximos meses como parte do seu plano de desinvestimentos

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(Facebook)

RIO DE JANEIRO - A Petrobras (PETR3;PETR4) venderá ativos nos próximos meses, como parte do seu plano de desinvestimentos estimado em 9,9 bilhões de dólares, informou o diretor financeiro da petroleira, Almir Barbassa, nesta segunda-feira.

Paralelamente, como forma de melhorar seus resultados e garantir caixa suficiente para fazer frente ao robusto programa de investimentos sem extrapolar o endividamento, a estatal quer preços internos mais compatíveis com os do mercado internacional, disse o executivo nesta segunda-feira.

A maior parte do plano de desinvestimentos da companhia será executada ainda neste ano, informou o executivo, durante teleconferência com investidores para analisar resultados da empresa do segundo trimestre, divulgados na última sexta-feira.

"Esperamos um semestre mais ativo em desinvestimento", afirmou.

A empresa desinvestiu neste ano cerca de 1,8 bilhões de dólares, lembrou Barbassa. A Petrobras vendeu participações em ativos na África para o BTG Pactual.

Com alavancagem de 34 por cento atingida no segundo trimestre --e com possibilidade de atingir 35 por cento --, a estatal busca novos ajustes de combustíveis.

"Estamos trabalhando intensamente para alinhar os preços internos de derivados de petróleo aos internacionais", afirmou Barbassa.

A estatal bateu recordes de refino no segundo trimestre, preparando-se com formação de estoques para algumas paradas em suas instalações, afirmou o diretor de Abastecimento, José Cosenza.

A Petrobras apresentou lucro líquido de 6,201 bilhões de reais no segundo trimestre, valor acima das estimativas do mercado, com um crescimento da produção de combustíveis vendidos a preços maiores e uma mudança contábil que evitou perda bilionária pela alta do dólar.

Com utilização de 99 por cento da capacidade de refino, a petroleira atingiu receita de vendas de 73,627 bilhões de reais, um aumento de 8,2 por cento em relação ao mesmo período do ano passado e de 2 por cento ante o primeiro trimestre, informou a companhia brasileira nesta sexta-feira.

As ações preferenciais da empresa operavam em alta de 0,9 por cento às 12h33, após ganhos de mais de 3 por cento anteriormente, enquanto o Ibovespa subia mais de 2 por cento no mesmo horário.

 

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