Em petrobras

BB Investimentos aponta 4 motivos para seguir otimista com ação da Petrobras

Diante destes motivos, analista do BB-BI trabalha com um preço-alvo de R$ 23,23 para as ações preferenciais da petrolífera, o que reflete um potencial de alta de 36% frente ao último fechamento na Bovespa

Reduc-Petrobras_refinaria
(divulgação)

SÃO PAULO - Assim como muitas outras empresas brasileiras, o resultado da Petrobras (PETR3PETR4) do 2º trimestre de 2013 refletiu o "novo dólar" - que voltou a operar na faixa dos R$ 2,30 após ter respeitado a faixa entre R$ 1,95 e R$ 2,05 antes de abril - e com isso o lucro líquido atribuído aos acionistas da estatal caiu 19% na comparação com o 1º quarto do ano, para R$ 6,201 bilhões. Contudo, esse desempenho não afetou a expectativa da equipe de análise do BB Investimentos, que aponta 4 motivos para manter as perspectivas favoráveis para o desempenho da ação da empresa na bolsa.

Em relatório assinado pela analista Carolina Flesch, o BB Investimentos projeta para os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) um preço-alvo de R$ 23,23 para o final do ano, o que indica um potencial de valorização de 36% em relação ao fechamento da última sexta-feira (9), dia da divulgação do balanço trimestral. Diante da forte expectativa de alta para os ativos, a recomendação segue "outperform" (performance acima da média do mercado).

Os 4 motivos defendidos pela analista do BB-BI para a manutenção do preço-alvo de PETR4 são: aumento da produtividade esperada para o 2º semestre - em razão do início do funcionamento de novas plataformas, do aumento da produção nas áreas do pré-sal e também dos resultados do Programa de Aumento de Eficiência Operacional da Bacia de Campos -; manutenção dos elevados níveis de processamento das refinarias; continuidade do Programa de Otimização de Custos Operacionais; e utilização da Contabilidade de Hedge.

Sobre o último item, é importante destacar que teve grande parcela de responsabilidade no resultado positivo da Petrobras no período, visto que a nova contabilidade de hedge para se proteger de exportações futuras evitou a redução em R$ 7,98 bilhões - ou seja, desconsiderando este ajuste, a companhia teria tido prejuízo entre abril e junho. Carolina lembra que o impacto desta nova contabilidade nos próximos trimestres será integral, visto que no 2T13 ele influenciou apenas 2 meses.

Ponto a ponto do resultado
No mais, a analista ressaltou apenas alguns pontos já destacados pela petrolífera em sua divulgação de resultados: o lucro operacional cresceu 13% na comparação com o 1º quarto de 2013 em virtude dos reajustes de preços na gasolina e no diesel anunciados no período; no segmento de exploração e produção, a queda nas cotações do mercado internacional fez o resultado líquido cair 10,5% na mesma base comparativa; já a área de abastecimento diminuiu o prejuízo em 41% no trimestre, refletindo não só o reajuste de preços praticados pela Petro no período como também o maior processamento das refinarias e os menores custos com aquisição e transferência de petróleo.

Já na área internacional, a venda de 50% de ativos na África resultou em um ganho de R$ 1,9 bilhão, embora tenha sido registrada uma menor receita de exportação de petróleo, reflexo do maior foco da Petrobras em sua atuação no mercado doméstico. Na comparação entre o 1º e o 2º trimestre, as vendas para o exterior caíram 3,9%, enquanto o volume de vendas no Brasil aumentou em 2,8%. Com isso, o volume de vendas total subiu em 1,2% na mesma base comparativa, para 3,752 milhões de barris por dia.

Por fim, o endividamento da Petrobras sentiu o efeito do dólar mais alto e cresceu para R$ 249 bilhões ao final de junho, uma alta de 26% em relação a março. Segundo a analista do BB, isso se explica pela captação no exterior de US$ 11 bilhões feita pela estatal para financiar seu Plano de Negócios e Gestão para os próximos 5 anos - o PNG 2013-2017. Do total da dívida da empresa, 61% está atrelado ao dólar e 11% está em reais indexados ao dólar, com apenas 20% dela atrelada ao real, aponta Carolina. Vale mencionar que 72% deste endividamento tem como vencimento o ano de 2018.

Com este resultado, a Petrobras viu sua relação entre a dívida líquida e o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês), subir de 2,32x para 2,57x. Já a estrutura de capital, que é quanto da dívida total pertence ao capital de terceiros (a coluna "passivo" do balanço de resultados) aumentou em 2 pontos percentuais ante o 1T13, para 50%.

 

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