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De contratos bilionários a acusações de propina: Petrobras domina noticiário nesta 2ª

Reportagem da revista Época revela suposto esquema de propina; petrolífera descobre óleo leve em Farfan e pode diminuir participação na Sete Brasil

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(Reuters)

SÃO PAULO - A semana já começa agitada para a Petrobras (PETR3;PETR4) que verá nesta data as suas ações repercurtirem o resultado apresentado na última sexta-feira (9), em que a companhia apresentou um lucro de cerca de R$ 6 bilhões, sendo "salva" em parte pela contabilidade de hedge adotada pela companhia para proteção contra variações no câmbio. 

Porém, além dos resultados, pesam sobre a companhia acusações sobre um suposto esquema de propina entre parlamentares e a petrolífera, conforme destacou reportagem da revista "Época" deste fim de semana. O lobista João Augusto Henriques, teria dito que operou o recebimento de propina em contrato de venda de uma refinaria à Petrobras. 

O dinheiro teria sido repassado para o dinheiro da campanha de deputados do PMDB e da presidente Dilma no ano de 2010. Contudo, Henriques negou em nota que exerça influência na área internacional da companhia, afirmando que nunca repassou recursos a pessoas e partidos.

A reportagem destacou que, na venda de uma refinaria da Petrobras na Argentina por US$ 110 milhões para o empresário Cristóbal Lopez, cerca de US$ 10 milhões foram pagos a lobistas com ligações no PMDB. 

Segundo Henriques teria afirmado à reportagem, os contratos na área internacional da Petrobras passavam por ele, que cobrava a mais dos empresários que demonstravam interesse pelos projetos. Entre 60% a 70% do dinheiro era repassado ao partido, sendo usado para pagar campanhas ou para os próprios parlamentares. O restante era repartido entre ele e outros integrantes do PMDB na petrolífera.

Em nota oficial, o presidente do PMDB, Valdir Raupp, negou que tenha havido o recebimento destes recursos e afirmou que Henriques não pode falar pelo partido. 

Companhia descobre óleo leve em Farfan...
A petrolífera informou ainda os resultados da perfuração do primeiro poço de extensão conhecido como Farfan 1, localizado em águas ultraprofundas da Bacia do Sergipe. Os resultados comprovaram a existência de óleo leve realizada anteriormente na área de Farfan, em arenitos turbidíticos do Campaniano Superior conforme nota divulgada ao mercado em 11 de outubro de 2012.

No momento o poço ainda está em perfuração, e, em seguida, será realizado um teste de formação para verificar a produtividade do reservatório. A Petrobras é a operadora do consórcio, com 60% de participação, em parceria com a IBV-Brasil. 

...incorpora Sociedade Fluminense de Energia...
A Petrobras comunicou ainda, na última sexta-feira, a aprovação pelo Conselho de Administração para incorporar a Sociedade Fluminense Energia, 
e que submeterá a referida incorporação à deliberação de seus acionistas em Assembleia Geral Extraordinária ainda a ser convocada.

"A incorporação dessa sociedade visa simplificar a estrutura societária da companhia, minimizar custos e capturar sinergias", informou a petrolífera. Por se tratar da incorporação de subsidiária integral, não haverá aumento de capital na Petrobras nem emissão de novas ações. 

... e renuncia ao direito de preferência em debêntures da Sete Brasil
Por fim, a companhia informou, através de aprovação pelo Conselho de Administração, ter renunciado ao direito de preferência à subscrição de debêntures conversíveis em ações da Sete Brasil. A companhia informou que irá submeter a aprovação da referida renúncia à deliberação de seus acionistas em Assembleia Geral Extraordinária a ser oportunamente convocada. 

"Caso a renúncia se efetive e outras partes adquiram as mencionadas debêntures e, posteriormente, optem pela conversão em ações da Sete Brasil, poderá haver uma diluição da participação da Petrobras na Sete Brasil", informou a petrolífera. A Sete Brasil é uma sociedade anônima de capital fechado constituída para a construção de 29 sondas de perfuração, na qual a Petrobras possui atualmente, direta e indiretamente, 9,36% de participação.

Technip e Dof Subsea ganham contrato bilionário da Petrobras
As companhias fornecedoras da indústria do petróleo Technip e DOF Subsea ganharam grandes contratos da Petrobras, disseram as empresas nesta segunda-feira.

A joint venture entre as duas companhias vai construir quatro embarcações de apoio e instalar tubulações flexíveis em águas brasileiras sob oito contratos, afirmou a Technip.

Os contratos são no valor de 10 bilhões de coroas norueguesas (US$ 1,71 bilhão) para a DOF Subsea, informou a empresa norueguesa, enquanto a Technip disse que sua parte nos contratos valia cerca de 1,35 bilhão de euros (US$ 1,8 bilhão).

A Technip disse que iria gerenciar as embarcações e que a DOF Subsea seria responsável pelas operações marítimas, segundo acordado na joint venture.

As quatro embarcações de apoio deverão ser entregues entre 2016 e 2017, disse a Technip, acrescentando que os contratos durariam oito anos a partir do início das operações e poderiam ser renovados por igual período.

A Vard Holdings será responsável pela concepção e construção dos quatro navios, completou a Technip.

(Com Reuters)

 

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