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Palestra do criador das Bandas de Bollinger é destaque no 2º dia do Sociedad Gain

Evento da XP dedicado a traders, que vai até 28 de fevereiro, reúne alguns dos nomes mais relevantes do mercado

MoneyLab

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John Bollinger e Flavio Lemos participam do Sociedade do Gain. Imagem/reprodução

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A partir da observação de que a volatilidade é dinâmica, não estática – como o mercado acreditava – o analista técnico John Bollinger criou, na década de 1980, uma das ferramentas mais usadas na análise técnica hoje. As Bandas de Bollinger são capazes de apontar quando os preços de um ativo estão altos ou baixos.

Ao participar do Sociedade do Gain, evento online e gratuito organizado pela XP que acontece nos dias de 26 a 28 de fevereiro, Bollinger aborda diferentes maneiras de utilizar a  sua técnica. A palestra mediada por Flávio Lemos, fundador e coordenador da Trader Brasil,  abriu o evento na terça-feira (27) .

No segundo painel, André Moraes, analista e CEO do Trade ao Vivo, conversou com Renato Bertani, estrategista-chefe do Trade Ao Vivo, sobre a estratégia de Wyckoff, que está em ascensão no Brasil.

Para encerrar a noite, o trading automatizado centrou o bate-papo entre Marcelo Carvalho, mentor BotFamily e Rodrigo Cohen trader, analista de investimentos e influenciador na XP Investimentos.

As conversas completas podem ser acompanhadas no site.

Bandas de Bollinger

As Bandas de Bollinger se traduzem em uma ferramenta que lê o gráfico a partir de uma banda central (que considera média móvel de 20 períodos) acompanhada por duas outras bandas paralelas (inferior e superior). Por definição, os preços são considerados altos quando ultrapassarem a banda superior, e baixos quando rompem a banda inferior.

O objetivo é encontrar lugares exatos no gráfico onde as chances de sucesso do trading sejam maiores. “O risco de perda sempre deve ser menor do que o potencial de ganho. Essa é a minha premissa de operação”, diz Bollinger.

Ao ser questionado por Lemos, da Trader Brasil, sobre dicas para o bom uso da ferramenta, Bollinger cita a disciplina como um dos pilares para o sucesso das operações.

“O trader precisa formular as próprias regras para reconhecer os padrões com assertividade. O próximo passo é seguir essas regras. É preciso ter disciplina. Estar neste ramo é um privilégio, e você nunca quer fazer nada que te tire desse negócio”, pontua Bollinger.

Método Wyckoff

Emergente no Brasil, o método Wyckoff – técnica criada na década de 1930 por Richard Wyckoff – é popular nos Estados Unidos como ferramenta para analisar tendências. Trata-se de uma forma de ler o mercado sob a perspectiva de preço e volume.

“É uma análise técnica, mas também uma análise fundamentalista do mercado”, explica Bertani, estrategista-chefe do Trade Ao Vivo e expoente do método no Brasil. A metodologia Wyckoff tem como objetivo identificar movimentos que darão uma direção ao mercado.

“O que faz os preços se mexerem é a liquidez. É o grande investidor que promove isso. Ao analisar o gráfico, procuramos esmiuçar a oscilação para encontrar esses movimentos”. No day trade, conseguimos essa leitura com um estudo no gráfico de 60 minutos para abrir a análise, seguido da observação de outro gráfico, com tempo menor, de cinco minutos”, diz Bertani.

Com essa estratégia, é possível perceber se alguém está comprando, e de onde está comprando. “Essa visão panorâmica do mercado ajuda na tomada de decisões”, pontua Moraes.

Confira os destaques do primeiro dia do evento, com Al Brooks e mais

Robôs investidores

Não é futuro, e sim presente: o trading automatizado já é uma realidade. Hoje, é possível acessar plataformas especializadas, combinar diferentes indicadores do mercado e colocar os robôs para operar.

“Existem ferramentas que agrupam 48 indicadores. O trader pode combiná-los de acordo com a sua estratégia. É uma tecnologia acessível à medida que o investidor não precisa entender de programação para utilizá-la”, diz Carvalho, do BotFamily.

Como analista de investimentos, Cohen vai direto ao ponto durante o bate-papo. “Vamos considerar que um investidor tenha colocado R$ 10 mil para o robô operar dólar hoje, 27 de fevereiro. Quanto teria sido o lucro?”, pergunta.

O montante seria suficiente para operar 5 mini-contratos de R$ 2 mil cada. “Em um bom dia, como hoje, observei um robô fazendo R$ 200 em um mini contato. Poderíamos considerar a possibilidade de ter R$ 1 mil por lucro em um dia”, pontua Carvalho.

As conversas completas podem ser acompanhadas durante os próximos sete dias no site do Sociedade do Gain.

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