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Entrevista: BlackRock vê oportunidade para brasileiros no mercado acionário dos EUA

Economia norte-americana caminha para normalização da política econômica e convive com inovação tecnológica

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores
Axel Christensen, estrategista-chefe para a América Latina da BlackRock

Os EUA caminham em direção a um cenário de retorno à normalização da política econômica. No longo prazo, esse cenário ainda é acompanhado por fortes avanços tecnológicos, que se posicionam para aumentar a produtividade das empresas e abrir novas possibilidades de investimentos. A projeção para o mercado acionário segue essa perspectiva e pode render bons resultados.

Confira, abaixo, a entrevista com Axel Christensen, estrategista-chefe de Investimentos da BlackRock na América Latina e Países Ibéricos.

InfoMoney – Como você avalia a performance do mercado acionário dos EUA no longo prazo?

Axel Christensen – Nós estamos otimistas com as perspectivas para as ações norte-americanas no longo prazo, dado o histórico de inovação e os contínuos ganhos de eficiência das empresas, que apoiam um crescimento sustentável dos lucros. Desconsiderando possíveis contribuições adicionais de múltiplos fatores, a performance para um portfólio diversificado de ações norte-americanas deve ver retornos positivos no longo prazo, considerando o impacto conjunto de dividendos e crescimento dos ganhos.

IM – Quais são as principais razões para investidores brasileiros investirem em uma estratégia de longo prazo envolvendo o S&P 500?

AC – A exposição às ações norte-americanas por meio do S&P 500 é uma importante fonte de diversificação para os investidores brasileiros, já que representa mais de 50% dos mercados acionários globais.

Essa estratégia também oferece acesso a setores como Tecnologia e Saúde, que têm uma representatividade muito pequena no mercado brasileiro.

Por último, as sólidas perspectivas de crescimento, tanto para empresas quanto para a economia, tendo como base instituições sólidas e uma forte cultura de inovação, acrescenta um apelo a mais para investir nas maiores e mais representativas empresas norte-americanas, que estão representadas no índice S&P 500.

IM – Quais as suas visões sobre a economia norte-americana no longo prazo, como 2021?

AC – No longo prazo, a economia norte-americana deve crescer entre 2% e 2,5% anualmente, em linha com a taxa média vista entre 2010 e 2014, apesar de inferior a décadas anteriores à recessão financeira (em torno de 3%), devido ao crescimento menor na oferta de mão-de-obra, como consequência das tendências demográficas. Ao mesmo tempo, a produtividade pode incrementar em relação aos níveis atuais, uma vez que começamos a testemunhar os efeitos das inovações tecnológicas – robótica, inteligência artificial, biotecnologia, etc.

Determinar como a economia norte-americana se comportará no longo prazo até 2021 é desafiador, porque pode ser difícil modelar o ciclo de negócios em períodos longos de tempo. A teoria macroeconômica moderna afirma que, no longo prazo, a economia trilha um percurso consistente com o pleno emprego; ela pode sobreaquecer ou decepcionar o potencial de crescimento no curto prazo, mas no longo prazo ela volta a gravitar em torno desse caminho.

Adicionalmente, assim que a economia melhorar e a inflação retornar a níveis normais (em torno de 2%), o Fed gradualmente retornará sua política de juros de volta a um nível “neutro”, ao redor de 3%.

IM – Quais são os principais fatores que impactarão a economia norte-americana nos próximos anos?

AC – A recuperação do mercado de trabalho dos EUA – níveis de desemprego historicamente baixos e crescimento do salário – terá um impacto fundamental em diversas frentes. Essa retomada continuará a oferecer apoio ao consumo e deve enviar um sinal forte para as empresas fortalecerem o capex.

Ao mesmo tempo, pressionará a inflação de volta a níveis normais, o que oferecerá ao Fed a evidência necessária para gradualmente normalizar a política monetária. Nessa “volta ao normal”, apesar de um equilíbrio inferior para os níveis de crescimento do PIB, inflação e taxas de juros, o impacto da inovação na produtividade será um elemento-chave.

No entanto, as incertezas rodeando o ambiente internacional – tanto as fontes de risco geopolítico quanto econômico no exterior, assim como seus efeitos na política econômica norte-americana – também são um fator a se considerar. Por último, a política doméstica nos EUA, onde as posições aumentaram em polarização (como observado na atual eleição presidencial), pode ser um obstáculo ao processo de normalização descrito acima.

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